Brasil

11 de dezembro de 2018 17:39

Homem dispara dentro de catedral, mata quatro em Campinas e depois se mata

Atirador tinha duas armas, sendo uma pistola e um revólver, de acordo com bombeiros

↑ Assassino era analista de sistemas e morava em Valinhos, cidade à 100 km de São Paulo (Foto: Reuters)

Um homem armado invadiu, nesta terça-feira (11), a Catedral Metropolitana de Campinas, interior de São Paulo, matou quatro pessoas e cometeu suicídio, informaram a prefeitura e a assessoria de imprensa do corpo de bombeiros.

De acordo com os bombeiros, quatro pessoas também ficaram feridas no ataque ocorrido durante uma missa na catedral.

“Ainda não se sabe o motivo ou se o homem tinha algum alvo”, disse um assessor dos bombeiros à Reuters.

A Prefeitura de Campinas afirmou em comunicado que o atirador tinha por volta de 30 anos e que “a prioridade no momento é dar total atenção aos feridos e às famílias das vítimas”.

Dos quatro feridos, dois estão no Hospital Municipal Mário Gatti, um no Hospital de Clínicas da Unicamp e outro no hospital Beneficência Portuguesa.

O atirador tinha duas armas, sendo uma pistola e um revólver, de acordo com os bombeiros. O ataque ocorreu no início da tarde.

“As pessoas estavam rezando na igreja com terço na mão, a maioria idosos, pessoas inocentes, e ele entrou disparando contra todo mundo que estava lá sem motivo”, disse a jornalistas um guarda municipal de Campinas em frente à igreja.

Em nota, a Arquidiocese de Campinas informou que a catedral segue fechada para o atendimento das vítimas e a investigação da polícia. “Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor”, diz a nota.

Atirador da catedral tinha 49 anos e era de Valinhos

A polícia identificou o atirador da Catedral Metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (11). Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou quatro pessoas, feriou outras quatro e, por fim, quando a policia entrou na catedral, cometeu suicídio.

Grandolpho era analista de sistemas e morava em Valinhos, cidade à 100 km de São Paulo. Segundo, o Major Augusto, ele tinha conhecimento do uso de armas pelo jeito que praticou o crime.

Sem nenhum antecedente criminal, ele foi funcionário público do Estado de São Paulo em Carapicuiba.

Para o delegado do 1º DP de Campinas, Hamilton Caviola, o atirador tinha conhecimento no manuseio de armamentos. “O manuseio de uma pistola automática é complicado por si só e ele manuseia a arma e ainda faz a substituição do carregador dela. Isso é muito difícil para uma pessoa leiga”.

O delegado acredita que Grandolpho também tinha conhecimento sobre o local, come se tivesse feito um plano para cometer o crime. “Ele estudou muito bem e se planejou entrar na igreja. Ele entrou com o objetivo de matar alguém.”

Fonte: Reuters / R7

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