Brasil

15 de julho de 2018 20:59

Domingo é o dia com mais acidentes de trânsito com mortes em SP

Bebida e direção são a causa mais comum e a madrugada e o fim da tarde são os períodos mais perigosos

↑ Foto: Reprodução

Todos os domingos a cidade de São Paulo registra ao menos três acidentes de trânsito com vítimas fatais. Segundo um estudo feito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), em 2017, ocorreram 762 acidentes fatais na cidade, sendo que 162 deles aconteceram em um domingo. A maioria destes casos foram de vítimas que estavam a bordo do veículo, com 106 mortes. Outras 56 pessoas morreram decorrentes de atropelamentos.

“Foi o domingo em 2017 e sempre foi o domingo. Há muitas razões para isso, mas tudo converge para o padrão de lazer, da balada, do consumo de álcool, justamente quando a maioria das pessoas pode fazer isso: não é de terça-feira para quarta-feira”, explica Eduardo Biavati, especialista em educação e segurança no trânsito.

A madrugada do domingo é o período mais perigoso. Em 2017 foram 38 acidentes fatais que aconteceram aos entre a meia-noite e as 6h da manhã de um domingo. O fim de tarde, entre 12h e 18h, também é um período que apresentou grande número de ocorrências, com 33 casos.

Os dados compilados pela CET são registrados com bases nos boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil. Atualmente, o estudo também é feito com base em informações do SUS (Sistema Único de Saúde) – que recebe a maior parte das vítimas de acidentes de trânsito.

Apesar dos dados serem importantes, especialistas ponderam que ainda existe muita subnotificação de acidentes no país. “Sabemos, especialmente, do que ocorreu quando há mortes, mas sabemos muito menos do que acontece quando há apenas feridos. Essa é uma limitação muito importante do conhecimento sobre os tais acidentes de trânsito”, lembra Biavati.

Bebida ainda é o vilão

Mesmo com fiscalização, multa pesada e ampla divulgação, 42% dos acidentes de trânsito com vítimas fatais foram causados por pessoas que tinham consumido bebidas alcoólicas antes da ocorrência, segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Eduardo Biavati, especialista em educação e segurança no trânsito, o avanço social e cultural das últimas duas décadas resultou num fortalecimento da legislação sobre o beber e dirigir. No entanto, ele lembra que o problema ainda está no cidadão e no alcoolismo, que é uma doença e merece atenção e tratamento adequado por parte do Poder Público.

“O Detran-DF fez um levantamento há alguns anos e descobriu isso: cerca de 20% dos condutores autuados eram reincidentes, muitas vezes reincidentes. Não é exatamente o cara que volta da balada bêbado, é o condutor alcoólatra que sempre está dirigindo depois de beber”, diz Biavati.

Mortes no trânsito vem caindo em São Paulo

Apesar de registrar acidentes cada vez mais graves e que assustam parte da população, os números dos acidentes na capital paulista são mais animadores, segundo a CET-SP, o índice de fatalidade está em 6,49 por 100 mil habitantes; número que se aproxima da meta estipulada pela ONU de 6 mortes por 100 mil habitantes. No Brasil, essa taxa é de 23,4 mortes por 100 mil habitantes.

Os números parciais de 2018 disponíveis até o momento seguem tendência de queda. Levantamento da CET – SP (Companhia de Engenharia de Tráfego) com os acidentes ocorridos no trânsito no primeiro trimestre deste ano mostra queda de 4% no número de acidentes fatais. De janeiro a março deste ano, foram 190 mortes enquanto, no mesmo período do ano passado, foram 198.

Fonte: R7

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