Brasil

25 de abril de 2018 00:56

MP pede revogação da prisão de 138 detidos em ação contra milícia

De acordo com Ministério Público, não há "provas efetivas que permitam oferecimento de denúncia contra eles"

↑ MP vai denunciar 21 suspeitos por envolvimento com milícia (Foto: Reprodução)

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) pediu à Justiça, nesta terça-feira (24), a revogação da prisão preventiva de 138 dos 159 presos em uma ação de combate à milícia. Todos foram detidos em uma festa, no último dia 7, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o MP-RJ, não há, até o momento, “provas efetivas que permitam o oferecimento de denúncia contra eles”.

Ainda segundo o MP-RJ, será oferecida denúncia contra 21 suspeitos. Portanto, há necessidade de manutenção da prisão preventiva somente destes suspeitos.

O texto do pedido de liberdade afirma ainda “que não há nenhuma ilegalidade na ação policial, tampouco na decisão da Justiça que determinou a prisão dos 159 participantes da festa”.

No entanto, as prisões motivaram diversos protestos de familiares. Eles alegam que os presos apenas participavam da festa, que incluía shows de bandas de pagode, era aberta ao público e o ingresso custava apenas de R$ 10.

Porém, o único preso que teve o pedido de liberdade concedido foi o artista circense Pablo Dias Bessa Martins, de 23 anos. Ele deixou no último sábado (21), o Complexo de Gericinó, em Bangu.

Investigação

Para o MP-RJ, de fato, havia integrantes no local do primeiro escalão da milícia que controla o crime organizado na região, o que se comprova pela troca de tiros iniciada pelos criminosos contra a Polícia Civil, quando os agentes iniciaram a operação.

Segundo as investigações, além de disparos efetuados por homens que estavam na portaria da festa e de um carro com três ocupantes estacionado na porta, parte dos tiros partiu também de dentro do local do evento, o que atesta que havia criminosos no interior.

Dentro da festa, os policiais encontraram ainda diversos fuzis e pistolas, além de uniformes privativos das forças de Segurança Pública, material notoriamente utilizado por grupos milicianos, de acordo com o MP-RJ.

Para os promotores, os fatos justificam o auto de prisão em flagrante lavrado pelos policiais e a concessão da prisão preventiva, autorizada em audiência de custódia no dia 9 de abril.

Fonte: R7

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