Brasil
Déficit de PMs em UPPs chega a 584 e não afeta apenas duas das 39 unidades
Cerro Corá, no Cosme Velho, trabalha com ausência de um policial a cada seis
O déficit de policiais militares nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) preocupa moradores e agentes que trabalham nas comunidades. Dados da Secretaria de Segurança Pública (Seseg) mostram o número de PMs que as UPPs deveriam ter e a quantidade que realmente têm. A diferença é de 584.
O levantamento obtido com exclusividade pelo G1 é de março. Das 39 UPPs, quase todas têm número de PMs abaixo do ideal. São apenas duas exceções: Alemão, que deveria ter 320 PMs e tem 323; e Parque Proletário, que deveria ter 200, tem 204.
O déficit é igual ou superior a 10% em dez comunidades. Percentualmente, o maior desfalque é no Cerro Corá, que deveria ter 192 mas tem apenas 159. Ou seja, 17% abaixo do previsto. Seguido por Caju (-14%), Barreira do Vasco (-13%), São João (-12%), Fazendinha (-11%), Santa Marta, Vidigal, Adeus/Baiana e Manguinhos (-10%).
Em números absolutos, o Caju é o local que mais sofre: tem 43 PMs a menos do que deveria, seguido do Jacarezinho (-37) Fazendinha (-34), Cerro Corá (-33), Prazeres (-30), Manguinhos (-29).
A equipe de reportagem pediu ao Comando de Polícia Pacificadora uma posição sobre o assunto, mas a assessoria informou que o coronel André Luiz Belloni já havia se pronunciado sobre o assunto numa audiência pública – em que não deu entrevistas. Na ocasião, aos deputados, disse que o número girava em torno de 500.
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