Brasil

21 de março de 2017 11:52

Uncisal oferta tratamento gratuito a pacientes com Síndrome de Down

Nas clínicas da universidade são ofertados serviços das áreas de fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional

“Meu neto evoluiu muito desde que começou a participar  das terapias”, assim começou a relato de Gilvânio de Albuquerque, avó do pequeno Pedro, que é uma criança de 8 anos com Síndrome de Down e paciente da Clínica de Fonoaudiologia professor Jurandir Boia Rocha, que funciona no Centro Especializado de Reabilitação (CER III) da Universidade Estadual de Ciências  da Saúde de Alagoas (Uncisal).

Com serviços de saúde gratuitos e direcionados especificamente para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o CER III desenvolve atendimentos na área de fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, também para pacientes com Down.

Tendo a necessidade de serem estimuladas para vencer as limitações que a alteração genética apresenta, “as crianças após a avaliação médica e com encaminhamento de um profissional, participam de terapias para tratamento do atraso de linguagem, da dificuldade oro facial, alimentação, além de estímulos para a linguagem oral e escrita, entre outros pontos”, comentou a fonoaudióloga Maria Cecília Marques.

“Após a avaliação médica é recomendado iniciar o atendimento o mais cedo possível. Porém não há prazo para a conclusão, haja vista que isso vai depender da resposta da criança às atividades desenvolvidas onde a participação da família é essencial para o avanço no tratamento”, pontuou a fonoaudióloga.

Gilvânio de Albuquerque destaca, que o neto teve uma evolução significativa desde que iniciou o tratamento  na Clínica da Uncisal. “Vim de São Paulo para Maceió e meu neto chegou até a repetir de ano. Agora a evolução dele é visível pronuncia novas palavras, passou de ano e faz judô”, declarou o avó orgulhoso das conquistas alcançadas pelo pequeno Pedro.

Os atendimentos  são realizados por acadêmicos do 4º ano do curso de fonoaudiologia e professores. Para participar é preciso, além do encaminhamento médico, portar o cartão do SUS, comprovante de residência e CPF do responsável. Esses documentos devem ser apresentados no CER, situado na  Rua Cônego Fernando Lyra, em frente ao Hospital Escola Helvio Auto (HEHA), no bairro do Trapiche da Barra. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3315-8260.

CER III

O CER III oferece aos pacientes com Síndrome de Down os serviços de estimulação precoce e reabilitação física e intelectual, que são desenvolvidos pela fisioterapia, terapia  ocupacional e fonoaudiologia. Na área da terapia ocupacional, por exemplo, eles estimulam as função manual, os aspectos sensoriais e o brincar. Na fisioterapia, como exemplo, se estimula as etapas de aquisição da marcha, o controle motor, entre outros aspectos que os profissionais avaliem e observem a necessidade de estimulação. A fonoaudiologia vai estimular a motricidade oral e a linguagem, respeitando as etapas de desenvolvimento da criança.

“Além das reabilitações os pacientes contam com acompanhamento de varias especialidades medicas como neurologista, pediatra, ortopedista, oftalmologista e otorrinolaringologista. Para ser atendido no CER  o paciente precisa do encaminhamento de qualquer profissional de saúde indicando qual a sua necessidade, ele então vem ao CER e vai ser marcada uma avaliação com a equipe especializada”, informou a coordenadora do CER III, Janaína Cajueiro.

Sobre a síndrome

Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe por que isso acontece.

Em alguns casos pode ocorrer a translocação cromossômica, isto é, o braço longo excedente do 21 liga-se a um outro cromossomo qualquer. Mosaicismo é uma forma rara da síndrome de Down, em que uma das linhagens apresenta 47 cromossomos e a outra é normal.

Alterações provocadas pelo excesso de material genético no cromossomo 21 determinam as características típicas da síndrome:

* Olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, prega palmar única e orelhas pequenas;

* Hipotonia: diminuição do tônus muscular responsável pela língua protusa, dificuldades motoras, atraso na articulação da fala e, em 50% dos casos, cardiopatias;

* Comprometimento intelectual e, consequentemente, aprendizagem mais lenta.

Fonte: Assessoria

Comentários

MAIS NO TH