Brasil

4 de janeiro de 2017 00:50

Polícia identifica 36 mortos em massacre em presídio de Manaus

Rebelião que resultou em 56 mortes foi atribuída a ação do grupo FDN contra membros do PCC

O IML (Instituto Médico-Legal) do Amazonas afirmou na noite desta terça-feira (3) que 36 corpos das vítimas do massacre no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, foram identificados e nove estão liberados para retirada pelas famílias.

Jefferson Mendes, diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica, afirmou que ao menos 30 dos mortos foram vítimas de decapitação.

Foram liberados os corpos de: Raijean da Encarnação Medeiros, Arthur Gomes Peres Júnior, Magaiver Vieira Rodrigues, Dheick da Silva Castro, Francisco Pereira Pessoa Filho, Rafael Moreira da Silva, Erraison Ramos de Miranda, Lucas Alves de Souza e Rafael Moreira da Silva.

De acordo com o governo do Amazonas, uma Força-Tarefa coordenada pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), e apoio de funcionários do Sistema Prisional, trabalha na identificação dos mortos por meio de impressões digitais e arcada dentária.

“A análise está sendo feita por peritos capacitados do Instituto de Criminalística, Instituto de Identificação e IML e com insumos suficientes para examinar todos os corpos, identificar e liberar o mais rápido possível”, afirmou Mendes.

Na segunda-feira (02), ainda conforme as autoridades locais, foram realizadas coletas de informações junto aos familiares das vítimas, que passaram por uma entrevista com psicólogos do IML, onde informaram características físicas específicas dos presos.Psicólogos e o Serviço Social do IML estão em contato com as famílias.

A rebelião que resultou nas mortes foi atribuída a uma ação do grupo FDN (Família do Norte), ligado ao CV (Comando Vermelho), do Rio de Janeiro, contra membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), com liderança em São Paulo.

Nesta terça-feira, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou que o massacre que deixou 56 mortos no Compaj não pode ser explicado simplesmente por uma guerra entre facções criminosas.

O ministro, porém, relativizou a guerra entre os grupos como causa do massacre.

— Isso tem uma questão muito mais profunda, que é a entrada de armas nas penitenciárias, em virtude da corrupção, e a possibilidade de presos perigosos ficarem submetendo, independentemente de facções, outros presos. […] Dos 56 mortos, menos da metade tinha ligação com alguma facção ou organização criminosa.

Ele também afirmou que não prevê retaliação do PCC ao massacre causado na madrugada de domingo (1º) para segunda-feira (2). Reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” desta terça-feira afirma que detentos ligados ao PCC estão recebendo ameaças de morte.

Fonte: R7, com agências

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