Tecnologia

3 de dezembro de 2021 16:32

Órgão regulador dos EUA se opõe à compra de empresa de processadores pela Nvidia

Para Comissão Federal de Comércio dos EUA, aquisição poderia 'sufocar a concorrência'

↑ Sede da Nvidia, em Santa Clara, Califórnia, nos Estados Unidos (Foto: Robert Galbraith / Reuters)

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) quer impedir a aquisição pela Nvidia da empresa britânica de microprocessadores Arm, pois isso poderia “sufocar a concorrência em tecnologias de nova geração”, segundo um comunicado divulgado na última quinta-feira (2).

Um mês atrás, a Comissão Europeia abriu uma investigação sobre este projeto de aquisição avaliado em US$ 40 bilhões por temor aos efeitos negativos nos preços e na concorrência no setor, que atualmente está experimentando una escassez global de suprimentos para as indústrias.

A operação foi anunciada em setembro de 2020 pela japonesa SoftBank, empresa matriz da Arm, que havia chegado a um acordo com a americana Nvidia, líder em placas gráficas.

Se a aquisição for concretizada, “daria a uma das maiores companhias de chips do mundo o controle das tecnologias e dos desenhos de computadores dos quais dependem empresas concorrentes para desenvolver seus próprios componentes”, afirma a FTC.

A agência reguladora cita os datacenters e os sistemas de assistência ao motorista como setores que necessitam de semicondutores avançados e que, segundo a FTC, poderiam sofrer por falta de concorrência.

Em meados de novembro, o governo britânico também pediu à sua autoridade de regulação de concorrência que se aprofundasse na análise do projeto, citando possíveis obstáculos à inovação, mas também questões de segurança nacional.

O governo e o Congresso dos Estados Unidos têm endurecido o tom contra as grandes empresas de tecnologia, acusadas regularmente de abuso de sua posição dominante.

Suas investidas costumam visar as gigantes Google, Apple, Meta (Facebook) e Amazon.

A audiência administrativa deste caso está prevista para 10 de maio de 2022.

Fonte: AFP

Comentários

MAIS NO TH