Cidades

14 de agosto de 2020 08:43

Centro Pesqueiro de Jaraguá será vistoriado pelo MPT

Reforma no local recém-inaugurado foi iniciada e segue sem previsão de término

↑ Escoamento da água utilizada na limpeza dos pescados do Centro Pesqueiro acontece em plena rua (Foto: Edilson Omena)

Poucos meses após a inauguração, o Centro Pesqueiro de Jaraguá passa por reformas devido aos problemas que vêm surgindo após o início dos trabalhos. O tema virou alvo de conciliações entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) – que deve vistoriar o local no próximo mês -, Prefeitura de Maceió e trabalhadores ligados à pesca, o motivo é a falta de condições no local.

“Foi informado na audiência, que o Município de Maceió já iniciou obras para reparar os problemas no centro pesqueiro. De qualquer forma, o procurador-chefe Rafael Gazzaneo informou que irá realizar uma visita ao local, na primeira quinzena de setembro, para verificar como andam essas melhorias”, pontuou o MPT.

Francineide Oliveira é marisqueira e recebeu um box no Centro Pesqueiro após a inauguração. Ela conta que o principal problema no local é o escoamento da água utilizada na limpeza dos pescados.

“Não é pouca coisa, é muito, começaram a fazer aqui o saneamento, mas nada que diga que estão fazendo algo de verdade. Porque na realidade não era nem para ter aberto, a verdade é essa. Mas como a vistoria da Federal veio, explicamos a situação e não resolveu nada, teve que abrir, teve que começar a funcionar por causa do tempo, mas está do mesmo jeito. Seguimos trabalhando, porque o pescador não pode parar. Os problemas são muitos, o saneamento que não suporta a demanda da água dos pescados sempre alaga, a sala de filetagem sempre alaga para céu aberto. A fedentina é grande porque não tem saneamento adequado. A gente fica trabalhando, mas não foi resolvido, abriu para ver onde eram os defeitos para começar a reforma, porque só trabalhando é que vai saber onde estão os problemas”, afirma.

A marisqueira afirma que os pescadores têm sido prejudicados também por problemas envolvendo falta de energia e limitação de espaço.

“Como sempre quem sofre somos nós no dia-a-dia, e ficamos com os prejuízos, a demanda de energia também não suporta, gente que perdeu mercadoria, eu mesmo perdi meu freezer. Fizeram o mínimo, um box para duas pessoas, um depósito para quatro donos de barcos, é um absurdo. É uma desigualdade muito grande, cadastraram mais de 200 pescadores, mas muita gente ficou de fora, teve gente que até hoje não recebeu. Eu mesmo só vim receber dois meses depois da Semana Santa”

Procurada, a Prefeitura de Maceió informou em nota que está realizando as ações previstas no cronograma.

“A Prefeitura de Maceió apresentou o projeto de sustentabilidade econômica e social do Centro Pesqueiro Jaraguá ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que vem acompanhando todas as atividades desempenhadas pela gestão municipal. O projeto segue seu cronograma de execução normal e os ajustes e adaptações necessários alinhados às reivindicações do Comitê Local, que representa os beneficiários do equipamento, já estão em andamento”, disse o Executivo.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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