27 de junho de 2018 11:22

Brasil ganha réplica da joia desaparecida

↑ CBF recebeu réplica da taça.

No ano seguinte ao roubo, restou à CBF acolher uma réplica feita na Alemanha. “Eu viajei para buscá-la. É idêntica. Se alguém não sabe que a Jules Rimet foi roubada, vai dizer que é a original. Acho até que é mais bonita”, disse Carlos Alberto.

A Jules Rimet estava em exposição na sala de troféus da CBF, protegida por uma caixa feita de vidro à prova de bala e pendurada na parede por uma moldura de madeira, que foi arrombada por invasores. De forma inacreditável, para não dizer irônica, a sempre suspeita CBF – que ao longo dos anos foi alvo de denúncias de corrupção, hoje comprovadas – guardava uma réplica do troféu num cofre, enquanto a original era exposta.

O roubo foi planejado por Sérgio Peralta, representante do Atlético Mineiro na CBF e que tinha grande conhecimento do prédio, e realizado por dois comparsas. Chico Barbudo e Luiz Bigode renderam o vigia para assaltar o prédio e levar a taça, que teria sido derretida por um comerciante de ouro argentino. Atualmente, uma réplica criada após o roubo, é mantida pela CBF no Rio.

A polícia chegou aos criminosos após a denúncia de Antônio Setta, que participaria do roubo, mas desistiu. Em 1985, ele morreu de ataque cardíaco. Nenhum dos demais envolvidos no crime passou muito tempo na cadeia. Em 1988, três foram condenados a nove anos de prisão e, outro, a três anos de pena. Este último, o argentino Juan Carlos Hernandez, é o acusado de ter derretido a taça.

Enquanto recorria em liberdade, Francisco Rivera, o Chico Barbudo, foi assassinado em 1989. Tempos depois, em 1994, Sérgio Ayres, o Peralta, foi preso após viver foragido. Ele ficou dois anos na cadeia, saiu em 2003 e morreu de infarto. O terceiro, José Luiz da Silva, o Bigode, foi encontrado após denúncia anônima em 1995.

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