Turismo

Sete cidades integram Rota Turística Coloniais

Municípios promovem turismo histórico, de natureza e de aventura, além da preservação da história e da cultura

Por Claudio Bulgarelli - repórter / Tribuna Independente 07/07/2026 10h07 - Atualizado em 07/07/2026 10h18
Sete cidades integram Rota Turística Coloniais
Convento de São Francisco, em Marechal Deodoro, a primeira capital da província de Alagoas - Foto: Prefeitura de Marechal Deodoro

Além das recentes criações da Rota da Cachaça, dos Quilombos e Serras, e a mais nova, aquela da Devoção, Alagoas entra definitivamente no roteiro nacional, agora com um projeto do governo federal, e emplaca 7 municípios na nova Rota Turística de Cidades Coloniais. Marechal Deodoro, Penedo, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca receberam o reconhecimento para estruturar e promover o turismo histórico, de natureza e de aventura, além de valorizar a preservação da história e da diversidade cultural do Estado. Tudo isso porque vão poder receber recursos de programas oficiais da União.

E essas cidades apresentam muitas coisas em comum. Além de casarões, ruas com paralelepípedos originais, prédios e igrejas do período colonial dos séculos 16 e 17, o conjunto arquitetônico das sete cidades remete a importantes momentos da história do Brasil em várias outras áreas. Fora União dos Palmares, que tem sua importância pela presença do Quilombo dos Palmares, todas elas compartilham uma conexão profunda com a água, uma culinária lagunar e ribeirinha idêntica, tradições de artesanato refinado e papel de destaque na nova rota.

História

Agora, aprender um pouco sobre essas cidades é de fundamental importância para que alagoanos e turistas conheçam um pouco da história, como por exemplo, de Marechal Deodoro, primeira capital da província de Alagoas, quando ainda se chamava Vila Santa Maria da Madalena da Lagoa do Sul, na região metropolitana, e que teve papel de destaque geopolítico e econômico.

Ou Penedo, que foi o principal polo de povoamento e escoamento econômico no sul da antiga Capitania de Pernambuco, e que teve papel estratégico na navegação do rio São Francisco durante os períodos Imperial e Republicano.

Já a importância histórica de Piranhas remonta ao século XVII, quando o atual município surgiu como um pequeno povoado às margens do rio São Francisco, tendo papel fundamental como ponto de apoio estratégico para desbravadores, pescadores e viajantes no sertão nordestino; ou Delmiro Gouveia, que recebeu a primeira usina hidrelétrica da região Nordeste, em 1913.

Enquanto União dos Palmares abriga a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra durante o Brasil Colônia.

Sem esquecer de Água Branca, situado no Alto Sertão, que teve papel fundamental na interiorização e na ocupação do Nordeste. Integrante inicial das vastas sesmarias do Rio São Francisco, a cidade serviu como um importante polo de expansão pecuária e fixação de famílias pioneiras, garantindo a dominação territorial e o desenvolvimento do sertão alagoano.

Por fim Porto Calvo, único município da região Norte a fazer parte da rota, que foi um marco estratégico na colonização de Alagoas, sendo a freguesia mais antiga do estado. Fundada no século XVI por Cristóvão Lins, a região alavancou o ciclo da cana-de-açúcar, e durante as invasões holandesas, tornou-se um palco de batalhas sangrentas e o berço de Domingos Fernandes Calabar.

Segundo nota do Ministério do Turismo, a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas (oficializada pela Lei Federal 15.444), é crucial para diversificar o turismo no Estado, já que descentraliza a economia para além do litoral, valoriza o patrimônio histórico, promove o turismo de natureza e aventura com uma nova rota e garante apoio federal para estruturar os sete municípios. Os secretários de turismo, incluindo o titular da pasta em Alagoas, Paulo Kugelmas, destacam que a importância da rota reside em três pilares principais: regionalização e desenvolvimento, geração de renda e valorização do patrimônio.