Saúde

Setembro Amarelo reforça importância da saúde mental como parte da segurança no trabalho

Por Assessoria 11/09/2026 14h54
Setembro Amarelo reforça importância da saúde mental como parte da segurança no trabalho
Setembro Amarelo - Foto: Divulgação

O Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a valorização da vida, também pode ser um momento para ampliar o debate sobre saúde mental dentro das empresas. No ambiente de trabalho, situações como excesso de demandas, jornadas desgastantes, pressão excessiva por resultados, falta de autonomia, assédio e ausência de suporte podem contribuir para o adoecimento dos trabalhadores e passaram a ocupar um espaço ainda mais relevante nas discussões sobre segurança e saúde ocupacional.

Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em vigor desde 26 de maio de 2026, uma a nova redação sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) prevê expressamente a consideração dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho. A mudança reforça que a proteção à saúde do trabalhador não deve se limitar aos riscos físicos, químicos, biológicos ou de acidentes, mas também considerar aspectos relacionados à organização e às condições de trabalho. O foco da norma está justamente nas condições de trabalho e na prevenção dos riscos, e não em avaliar características pessoais ou a vida particular dos trabalhadores.

Dentro dessa área está a Síndrome de Burnout, reconhecida como uma condição relacionada ao estresse crônico no ambiente de trabalho. Ela pode envolver esgotamento físico e emocional, alterações de comportamento, dificuldade de concentração, cansaço intenso e outros sintomas que comprometem a saúde e a rotina profissional.

Para as empresas, entretanto, a prevenção não deve começar apenas quando o trabalhador apresenta sintomas. A proposta do gerenciamento dos riscos psicossociais é justamente identificar situações potencialmente prejudiciais e adotar medidas para eliminá-las ou reduzi-las. Na prática, isso pode significar analisar a distribuição das tarefas, jornadas, ritmo de trabalho, metas, relações hierárquicas, canais de comunicação, situações de assédio e mecanismos de apoio aos trabalhadores, entre outros aspectos.