Saúde

Saúde faz alerta a torcedor que irá à Copa

Alagoanos que irão aos países-sede do campeonato mundial deverão se vacinar contra sarampo pelo menos 15 dias antes

Por Valdete Calheiros - repórter / Tribuna Independente 12/05/2026 08h49
Saúde faz alerta a torcedor que irá à Copa
Antes de viajar para a Copa do Mundo, torcedor não deve deixar de se vacinar contra sarampo - Foto: Edilson Omena

Os alagoanos que irão viajar para os Estados Unidos, Canadá e México para assistirem aos jogos da Copa do Mundo Fifa 2026 deverão procurar os postos de saúde dos municípios alagoanos, pelo menos 15 dias antes da data do embarque, para receberem a vacina contra o sarampo.

Pelo menos é o alerta feito pelas autoridades de saúde do estado, tendo como base a recomendação feita pelo Ministério da Saúde, devido ao fato de nestes três países a taxa de incidência da doença ser considerado alto. Principalmente em comparação com o Brasil que mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Conforme os médicos infectologistas, há riscos de casos de sarampo após a Copa, uma vez que os países que sediarão o evento esportivo enfrentarem surtos ativos da doença. Neste ano, a competição ocorre entre 11 de junho e 19 de julho.

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió afirmou que entre os que vão viajar, os que não tiverem ainda imunizados contra o sarampo podem procurar uma unidade de saúde ou um ponto fixo de vacinação, assim como quem precisa de um reforço, dependendo da análise da caderneta vacinal pode receber o imunizante.

A vacina contra o sarampo faz parte da caderneta das crianças a partir de 12 meses. A vacina é aplicada em pessoas de até 59 anos, a partir dessa faixa etária, trabalhadores de saúde também podem se imunizar independente da idade.

O médico infectologista Fernando Maia reforçou o alerta. “Os Estados Unidos são um país que nunca conseguiu controlar totalmente e nos últimos anos, por conta das políticas antivacina do atual governo, a taxa de vacinação caiu e o número de casos de sarampo aumentou muito, inclusive com mortes por sarampo. Então é muito importante, quem vai viajar para assistir os jogos, verifique se a sua vacina está em dia, se for preciso, reforça a vacina. A pessoa tem que ter pelo menos duas doses de vacina na vida”, explicou.

A nota técnica do Ministério da Saúde descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.

Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos: atualize sua caderneta de vacinação. Verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).

A recomendação, portanto, para quem vai viajar para a Copa é se vacinar contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil.

O Ministério da Saúde orienta os brasileiros que forem à Copa a verificar se tomaram as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).

Caso não tenham tomado, é necessário atualizar a caderneta de vacinação. No entanto, esse passo deve ser feito com, no mínimo, 15 dias de antecedência da data do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.

Ao retornar ao Brasil, o viajante deve ficar em alerta para o surgimento de febre e manchas vermelhas pelo corpo. Se isso ocorrer, a pessoa deve procurar ajuda médica imediata.

Sarampo

O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. A transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

Os sintomas da doença incluem febre alta, tosse seca e manchas vermelhas que se espalham pelo corpo, podendo evoluir para complicações graves como pneumonia, encefalite e óbito. Como não existe um tratamento específico para o sarampo – apenas suporte para os sintomas –, a prevenção por meio da vacina é a única ferramenta eficaz.

Brasil

No ano passado, o Brasil registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

“Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério.