Saúde
Biólogo alerta para risco de gripe aviária ao tocar ou recolher aves migratórias
O Instituto Biota de Conservação comunicou à imprensa, neste sábado (11) que uma ave, uma pardela-de-bico-amarelo (Calonectris borealis), que encalhou viva na praia foi levada para casa. O fato ocorre um dia após audiência entre órgãos de controle para discutir medidas para o enfrentamento da gripe aviária em Alagoas.
Essa é a primeira ave que encalha viva na costa alagoana após a audiência. O instituto foi contatado por uma pessoa que disse: “a gente achou uma ave na praia. Ela está viva. A gente trouxe para casa porque ela estava torrando no sol.”
A pessoa que recolheu a ave divulgou com o Biota um vídeo mostrando o animal ferido. Apesar da boa vontade, o instituto destaca os riscos da atitude.
O biólogo João Antônio, integrante do Biota, explicou que, mesmo com boas intenções, a população não deve manipular ou levar para casa qualquer animal encontrado nas praias, esteja ele vivo ou morto. Isso porque, ao migrarem do hemisfério norte para o hemisfério sul em busca de alimentação ou para reprodução, algumas acabam encalhando nas praias devido a debilitação ou doenças, como a influenza aviária. “Esse vírus, altamente contagioso entre aves domésticas e silvestres, pode inclusive representar riscos à saúde humana”, destaca o biólogo.
João Antônico explicou que, em casos como esse, a população deve acionar o Instituto Biota, responsável por encaminhar as ocorrências aos demais órgãos ambientais competentes. Caso alguém encontre um animal encalhado, seja vivo ou morto, o correto é entrar em contato com o Instituto Biota por meio dos números (WhatsApp): (82) 99115-2944 / 98815-0444 / 99115-5516. Por esses contatos, é possível enviar vídeos, fotos e informar a localização exata do animal.
PLANO ESTADUAL
A reunião para discutir as ações de combate a gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, no estado foi realizada nessa sexta-feira (10) pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) em conjunto com diversos órgãos públicos e instituições do terceiro setor ligados ao meio ambiente.
Alagoas ainda não possui um um Plano de Ação Estadual para o enfrentamento do vírus H5N1. Na reunião, os órgãos aprovaram um fluxo de ações, como parte da construção desse plano. “Alagoas precisa ter um Plano de Ação para lidar com casos suspeitos ou confirmados de gripe aviária, a qual representa situação de potencial risco à saúde pública e ao meio ambiente”, frisou o promotor de Justiça Alberto Fonseca, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Capital (4ª PJC).
Ficou determinado que o assunto será levado à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (COSEMS), com a finalidade de informar os gestores municipais, principalmente das áreas de meio ambiente, saúde e Vigilância Sanitária, qual o procedimento a ser adotado em caso de localização de animais silvestres, como aves migratórias, com sintomas suspeitos.
A próxima audiência será realizada no dia 12 de junho, mas antes, em 16 de abril, o grupo de trabalho irá se reunir para detalhar o Plano de Ação e o fluxo de emergência. Em março deste ano, o governo federal publicou uma nova portaria, a qual prorroga a situação nacional de emergência zoossanitária para o vírus H5N1 por mais 180 dias.
Veja abaixa imagens do animal recolhido e orientações do biólogo João Antônio:
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