Saúde

Congresso em Maceió debate fortalecimento do SUS, financiamento e os desafios da gestão municipal

O ano é desafiador para o fortalecimento da gestão municipal, sobretudo por causa das eleições estaduais e da Copa do Mundo

Por Assessoria 10/03/2026 15h54 - Atualizado em 10/03/2026 16h00
Congresso em Maceió debate fortalecimento do SUS, financiamento e os desafios da gestão municipal
O evento teve início ontem, segunda,9, e termina nesta terça - Foto: Assessoria

O cenário da saúde pública em Alagoas ganha um capítulo decisivo nesta semana. Reunindo as principais lideranças do setor, o 9º Congresso Estadual do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems-AL) transformou o Hotel Jatiúca, na capital alagoana, em um polo de discussões estratégicas sobre a solidez e o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS).

A abertura do evento, ocorrida nesta segunda-feira (9), foi marcada por um tom de urgência e planejamento. O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, destacou a relevância de reunir especialistas de renome nacional para debater o financiamento do sistema — um dos pilares mais sensíveis da gestão pública.

"O ano é desafiador para o fortalecimento da gestão municipal, sobretudo por causa das eleições estaduais e da Copa do Mundo. Essa grande mobilização de gestores e técnicos torna o SUS de Alagoas cada vez mais forte", reforçou Hamida.

O presidente do Cosems-AL e vice-presidente do Conasems, Rodrigo Buarque, enfatizou que o congresso funciona como uma vitrine de boas práticas e um fórum de soluções. Para ele, a presença de atores das três esferas de governo (Municipal, Estadual e Federal) é essencial para "minimizar os gargalos" que ainda travam a ponta do serviço de saúde.

Um dos momentos técnicos mais aguardados foi a fala de Dárcio Guedes, diretor do Fundo Nacional de Saúde (FNS). Guedes trouxe um alerta pragmático aos gestores sobre a execução financeira, especificamente sobre o uso de emendas parlamentares.

"Se não estiver no planejamento, não executa a emenda", advertiu o diretor. Segundo ele, o recurso só se transforma em serviço efetivo para o cidadão se estiver em total consonância com os instrumentos de planejamento das secretarias. "A emenda precisa ser executada para virar serviço de saúde", completou.

Presente no evento, o deputado estadual e ex-secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, defendeu a continuidade das políticas de descentralização dos serviços. Ayres reiterou que seu mandato na Assembleia Legislativa permanece focado no apoio técnico e financeiro aos municípios alagoanos, garantindo que o atendimento chegue mais próximo do cidadão, independentemente da região.

O 9º Congresso do Cosems-AL segue com sua programação técnica até a tarde desta terça-feira (10). Estão em pauta temas como a digitalização do SUS, novas diretrizes de atenção primária e a sustentabilidade das redes de urgência e emergência no estado.