Saúde

CRF/AL alerta sobre a escolha de maquiagens para o carnaval

Por Assessoria 25/02/2025 08h55
CRF/AL alerta sobre a escolha de maquiagens para o carnaval
Secretária geral do CRF/AL, Flavia Dabbur, explica que maquiagens sem registro na Anvisa podem causar reações alérgicas na pele e/ou irritação ocular - Foto: Ascom CRF/AL

Carnaval chegando e os looks vão muito além da customização de abadás. A maquiagem também ganha destaque trazendo ainda mais criatividade e personalidade para a folia. Contudo, o uso de maquiagens de procedência duvidosa pode trazer riscos à saúde.

A secretária-geral do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Flavia Dabbur, explica que maquiagens sem registro na Anvisa podem causar reações alérgicas na pele e irritação ocular. Um exemplo, no caso dos cílios, o uso de colas instantâneas para fixar cílios e unhas postiças podem ser um potente irritante.

Sombras, rímel, lápis e delineador em especial, que sejam de origem duvidosa e baixa qualidade podem causar conjuntivite, irritabilidade ocular, blefarite dentre outros problemas. Por se tratar de um produto que fica em contato com a área dos olhos por longo período, os metais pesados que podem estar associados aos pigmentos dessas maquiagens, podem ser absorvidos, lembrando que não são eliminados pelo nosso corpo, sendo acumulados ao longo da vida.

De acordo com a farmacêutica, em fevereiro de 2024, a Vigilância Sanitária já havia emitido um alerta de segurança quanto as colas do tipo instantâneas que não são regularizadas como cosméticos, e utilizadas em procedimentos de beleza e aplicação de cílios postiços.

“É importante que o consumidor compre esses produtos em drogarias, farmácias, redes de supermercados, estabelecimentos especializados na área de cosméticos bem como sites oficiais das marcas dos cosméticos”. Na hora da compra deve-se observar como as fórmulas estão descritas nos rótulos, se existe erro gramatical ou de tradução, a qualidade da embalagem, a padronização do rótulo e principalmente número de registro ou notificação na Anvisa, pois isso demonstra que os produtos não estão de acordo com a legislação vigente.

Outro alerta é o valor do produto. Flavia garante que não existe milagre quando o assunto é o preço: “se a maioria dos produtos está sendo vendido por um determinado valor, e outro estiver muito abaixo, o consumidor deve desconfiar da origem deste produto”, e isso serve tanto para as lojas físicas quanto para as virtuais.

A secretária afirma que as maquiagens de origem duvidosas não passam por um controle de qualidade e para baratear a produção, a forma de fabricação e as matérias-primas, como os pigmentos, por exemplo são de baixa qualidade ou proibidos pela legislação. “Não é pra deixar de usar a maquiagem até porque os produtos cosméticos são amplamente utilizados e geralmente seguros, contudo, é importante se atentar aos pontos citados acima”.