Saúde
Inca estima 130 casos de câncer infantojuvenil em Alagoas este ano
Segundo Instituto Nacional do Câncer, desse total, 70 casos devem acometer meninos e 60, as meninas, em 2025

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) dão conta de que até o final deste ano, pelo menos 130 novos casos de câncer infantojuvenil serão diagnosticados em Alagoas. Do total de casos, 70 são em meninos e 60 em meninas.
O apontamento é feito a cada triênio. Essa perspectiva é a mesma desde 2023. Em todo o Brasil, o Inca prevê 7.930 novos casos de câncer até o dia 31 de dezembro deste ano, dos quais 4.230 em meninos e 3.700 em meninas.
Os números chamam a atenção no mês destinando ao alerta contra a leucemia. A campanha de conscientização recebe o nome de “Fevereiro Laranja”.
No estado, a Apala – Associação dos Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas – é a principal referência de assistência ao tratamento oncológico.
Os serviços vão desde disponibilização de hospedagem para os pacientes que precisam ficar em Maceió, fornecimento de cesta básica mensal, fornecimento de medicação diária, fraldas descartáveis para os assistidos internos, entrega de suplementos alimentares, atendimentos com o serviço social, psicologia, nutricionista e pedagógico.
Inicialmente, em 1993, um grupo de voluntários-fundadores abraçou a luta contra o câncer infantojuvenil com o objetivo de prestar assistência a crianças e adolescentes com câncer oferecendo acesso ao tratamento e qualidade de vida a todos os pacientes. Três anos depois, em 1996, passou a ajudar crianças e adolescentes com todos os tipos de câncer e adultos com leucemia que necessitam de apoio. Até hoje, os dirigentes da Apala são todos voluntários.
Atualmente, a Apala está atendendo 271 pacientes que estão em tratamento quimioterápico, radioterápico, em remissão e estadiamento.
Apala atende 271 pacientes com todos os tipos da doença; casos de leucemia são maioria
A Apala atende crianças e adolescentes com qualquer tipo de câncer e adultos com leucemia. Os casos de leucemia representam 55,57% de todos os tipos de cânceres tratados pela Associação.
Do total de pacientes, 116 são meninas, o que representa um percentual de 35,29% e 155 são meninos, ou seja, 56,99%. A diferença entre meninos e meninas ratifica a explicação da médica oncopediatra Suzana Marinho, presidente da Apala, que reforçou que o câncer acomete preferencialmente meninos, mesmo que em uma diferença discreta.
Sessenta e quatro por cento dos pacientes da Apala são do interior de Alagoas. São 175 pessoas que deixam em suas residências a esperança da cura e vão em busca dela nos corredores da instituição. São de Maceió, 96 pessoas, ou seja, 35,29%.

Inca
O Inca explicou que como o câncer é uma doença que não possui notificação obrigatória, o Instituto não trabalha com dados de incidência, mas sim com dados de estimativas de câncer, que são divulgados a cada três anos. As estimativas mais recentes correspondem ao triênio de 2023 a 2025, com números que se repetem em cada um desses anos.
O câncer pediátrico representa cerca de 3% do total de casos de câncer, considerando adultos e crianças. O Inca não tem estimativas de câncer infantil dividida por tipo de câncer, mas observa que os tumores mais frequentes em crianças são as leucemias, tumores de sistema nervoso central e linfomas.
Outros tumores que ocorrem em crianças, conforme o Inca, são sarcomas (tumores de partes moles), nefroblastoma (tumores renais), neuroblastoma (tumores de gânglios simpáticos), retinoblastoma (tumor da retina do olho), entre outros.
Ainda conforme o Inca, o câncer pediátrico representa a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes entre um e 19 anos.
Porém, nas últimas décadas houve muito progresso no tratamento do câncer pediátrico, sendo que hoje em dia é considerado uma doença potencialmente curável.
Associação atua como “Casa de Apoio” e vive de doações em Maceió
Ao longo dos anos de atuação da casa muitas pessoas aderiram à instituição como voluntários sejam presenciais ou eventuais. Atuando em diversos setores e funções, trazendo os seus conhecimentos e competências, unindo-se à família Apala e assim um corpo de voluntários, parceiros e colaboradores transformam a causa em um ato de compartilhar alegria, amor e solidariedade.
Instituição sem fins lucrativos, a Apala é de utilidade pública Municipal, Estadual e Federal mantida exclusivamente por doações de pessoas e empresas sensíveis à causa, eventuais promoções que a entidade realiza e pela ajuda de voluntários.
A casa atende pacientes vindos de todos os municípios do estado, uma vez que apenas em Maceió é realizado o tratamento em crianças. A Instituição funciona como “Casa de Apoio”, onde os pacientes e seus acompanhantes recebem todas as refeições diárias, acompanhamento social e psicológico, assistência odontológica, cestas básicas, auxílio na compra de medicamentos, transporte para a realização do tratamento e exames, dentre outros serviços.
Além disso, a instituição promove a realização de projetos que levam ao bem-estar do paciente e acompanhante, são trabalhos multidisciplinares onde um corpo de voluntários, parceiros e colaboradores transformam a causa em um ato de compartilhar alegria, amor e solidariedade.
A Apala tem como missão promover a defesa dos direitos das crianças e adolescentes com câncer e adultos com leucemia, contribuindo para melhorar a qualidade de vida, reafirmando a esperança da cura através do acesso ao tratamento.
E visa ser referência na prestação de serviços de assistência e apoio a crianças e adolescentes com todos os tipos de câncer e adultos com leucemia.
Seja um voluntário! O voluntariado é primordial para a continuidade das ações da instituição. Canais de contribuição da Apala: Doação on-line apala.colabore.org ; doação por telemarketing (82) 2122-9400 e doação por Pix [email protected] .
CÂNCER
Chance de cura gira em torno de 85% no mundo
Nos países desenvolvidos, a chance de cura está em torno de 85%. No Brasil, esse percentual é um pouco menor e ainda há necessidade de melhorar os resultados.
Um fator importante é que muitas crianças ainda chegam ao centro de tratamento com a doença em estágio muito avançado. O que deve ser evitado, até porque o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.
O Inca também disponibiliza dados de mortalidade por câncer, através do Atlas de Mortalidade por Câncer. Os números são do Datasus e a atualização mais recente é de 2022.
De acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer, em 2022, foram registrados 765 óbitos por leucemia no Brasil em pacientes com até 19 anos, sendo 438 do sexo masculino, e 327 do sexo feminino.
Em Alagoas, foram 17 mortes de pacientes até 19 anos em 2022, sendo 8 meninos e 9 meninas.
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