Saúde

Clínica Green Mulher já atendeu mais de 2.500 mulheres em dependência quimica

Os atendimentos já alcançaram uma taxa de recuperação superior a 42%.

Por Claudio Bulgarelli 12/12/2024 13h57
Clínica Green Mulher já atendeu mais de 2.500 mulheres em dependência quimica
Equipe da clínica Green Mulher - Foto: Edilson Omena

A Clínica Green Mulher foi fundada em 6 de novembro de 2012, após uma longa e inspiradora jornada de superação e compromisso do gestor Alex Costa. Sua experiência pessoal com a recuperação e o trabalho anterior com a Comunidade Terapêutica Menino Jesus, iniciada em 2010 para o público masculino, foram fundamentais para essa nova etapa.

A criação da clínica foi motivada por uma demanda da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, que identificou a dificuldade de encontrar vagas para mulheres em internações compulsórias. Esse desafio se tornou a base para um projeto pioneiro, que ao longo dos anos já atendeu mais de 2.500 mulheres, alcançando uma taxa de recuperação superior a 42%.

Localizada no município de Satuba, no Loteamento Portal dos Gregórios, a Clínica Green Mulher é especializada no tratamento da dependência química.

Hoje, a clínica conta com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogas, assistente social, monitores, conselheiros terapêuticos, farmacêutica, massoterapeuta, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de educador físico.

O tratamento segue o modelo Minnesota, baseado nos 12 Passos de Narcóticos Anônimos, e é complementado por processos inovadores, como a análise corporal e a educação física.

Além disso, a clínica não se limita a cuidar apenas das pacientes internadas, mas também promove um trabalho extensivo de reconstrução familiar. Ao longo dos anos, o corpo técnico da clinica percebeu que o problema da dependência química muitas vezes está profundamente ligado ao ambiente familiar. Assim, desenvolveu um programa para tratar não apenas a dependente, mas também sua família, trabalhando questões de co-dependência e fortalecendo os laços familiares.

Esse enfoque integrado tem sido essencial para o sucesso do processo de recuperação, mostrando que a cura não é apenas individual, mas um esforço coletivo que envolve amor, dedicação e suporte mútuo.