Saúde
HE do Agreste recebe mais de 80 vítimas de picadas de abelhas
Casos foram registrados de janeiro até terça-feira (11), quando três pessoas de uma mesma família foram atacadas em Arapiraca
A chegada da época da florada, que corresponde aos meses de setembro a novembro, está provocando o aumento de casos de pessoas vítimas de picadas de abelhas nas cidades da Região Agreste, em Alagoas. Nesse período do ano, as abelhas estão mais propensas a buscar locais mais adaptáveis para as suas colmeias.
Por conta disso, o Hospital de Emergência Daniel Houly, o HE do Agreste, em Arapiraca, vem registrando a incidência de novas ocorrências nos últimos dias.
De janeiro até terça-feira (11), o hospital registrou 81 atendimentos a pessoas picadas por abelhas.
Na manhã de terça-feira (11), três pessoas de uma mesma família foram vítimas de ataques de abelhas no povoado Olho d’Água de Cima, na área rural de Arapiraca.
Avó, filha e neta foram socorridas e encaminhadas para o HE do Agreste. Noêmia Tavares de Mello, de 84 anos, sua filha Maria do Socorro Tavares de Mello, de 56 anos, e a menor de apenas quatro anos de idade foram socorridas por uma viatura do Corpo de Bombeiros Militar de Arapiraca e tiveram de ser internadas com urgência no hospital.
De acordo com a assessoria de comunicação do HE do Agreste, o estado de saúde da idosa Noêmia Tavares de Mello ainda inspira cuidados.
Ela continua internada na unidade de saúde e segue em observação. A filha e a neta foram atendidas, medicadas e devem receber alta médica nas próximas horas.
Especialistas revelam que as picadas de abelhas podem trazer consequências graves à saúde, sobretudo se a pessoa tiver algum tipo de alergia ao veneno do inseto.
O veneno da abelha é constituído de enzimas, peptídeos e aminas, substâncias que podem exercer um efeito tóxico no organismo e provocar reações alérgicas que podem ser fatais em pessoas mais sensíveis.
Os principais sintomas apresentados pelas vítimas de picadas de abelhas são dor intensa no local, reação inflamatória e calor na área afetada.
A recomendação inicial é colocar gelo no local da picada e, se possível, retirar o ferrão antes de procurar atendimento médico especializado.
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