Saúde
Equipe da Santa Casa de Maceió realiza terceiro transplante de fígado
Doação da Paraíba beneficiou adolescente que sofria com um tipo de cirrose
Iniciado em maio deste ano, o transplante foi o terceiro registrado na instituição alagoana. Oscar Ferro, médico e coordenador do Programa, destaca que o número baixo de doadores ainda é um entrave para que o serviço possa beneficiar mais pacientes. “Neste momento, outras duas pessoas aguardam o chamado da Central de Transplantes de Alagoas (órgão estadual que organiza e agiliza o processo de captação junto à Coordenação Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde). Nosso estado ainda tem poucas doações e isso se dá por fatores como a falta de divulgação de informações sobre o processo de captação do órgão e dúvidas sobre a segurança no diagnóstico de morte cerebral”, disse.
Cirurgia durou cerca de oito horas e não teve intercorrências; paciente se recupera na UTI
No Brasil, para doar um órgão basta comunicar à família sobre o desejo de ser doador para que ela autorize o procedimento. Em 2020, mais de 43% das famílias recusaram a doação de órgãos de seus parentes após morte encefálica comprovada, segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Em Alagoas esse número está em 40%. A lista de transplantes é única, tem ordem cronológica de inscrição e os receptores são selecionados para receber os órgãos em função da gravidade (considerando a pontuação da escala MELD – um sistema que avalia a seriedade da doença hepática), compatibilidade sanguínea e genética com o doador. O País tem 27 centros de notificação integrados, onde os dados do doador são cruzados com os das pessoas que aguardam na fila.Fígado novo foi doado por paraibano vítima de acidente automobilístico
CAPTAÇÃO – O órgão doado ao adolescente era de um jovem de 21 anos, vítima de acidente automobilístico. Para agilizar a captação do fígado na Paraíba, a FAB [Força Aérea Brasileira] foi acionada e levou a equipe alagoana até o estado nordestino, retornando em seguida com o órgão para cirurgia. A cirurgia de alta complexidade foi financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), durou cerca de oito horas, e terminou sem intercorrências. Além de Ferro, o procedimento contou com os médicos Fábio Moura, Felipe Augusto, Leonardo Soltinho, Amanda Lyra, Larissa Borges, Cira Queiroz, além da equipe da UTI e da Enfermagem.Mais lidas
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