Saúde
No dia mundial do cérebro, neurologista faz alerta sobre esclerose múltipla
A neurologista, Maria Júlia Vasconcelos explica que esta é uma doença neurológica, crônica e autoimune, em que células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e medula
No dia mundial do cérebro, dedicado em 22 de julho, a Federação Mundial de Neurologia, traz um alerta sobre a Esclerose Múltipla (EM), que é uma doença neurológica debilitante que afeta mais de 2.8 milhões de pessoas no mundo.
A neurologista, Maria Júlia Vasconcelos, da Neurointensiva, UTI neurológica do Hospital Memorial Arthur Ramos, explica que esta é uma doença neurológica, crônica e autoimune, em que células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e medula. “Na esclerose múltipla, as lesões inflamatórias atacam a camada protetora que envolve os neurônios, chamada mielina, e isso atrapalha o envio dos comandos do cérebro para o resto do corpo.
A médica pontua que a cada cinco minutos uma pessoa recebe este diagnóstico. “Ela é diagnosticada em pacientes entre 20 e 40 anos, de maioria branca e principalmente mulheres. Os principais sintomas são fadiga intensa, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio, da coordenação motora, disfunção da bexiga, prejuízo visual”, pontuou.
Maria Julia ressalta que os sintomas e sua gravidade variam de pessoa pra pessoa. Alguns indivíduos podem não apresentar sintomas por quase toda a vida, enquanto outros têm sintomas acumulativos.
Os sintomas também podem aparecer e desaparecer. O diagnóstico correto e indicação do melhor tratamento para o caso só podem ser feito por médico especialista baseado no exame físico, ressonância magnética e exames laboratoriais.
“As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas existem estudos que sugerem que fatores genéticos e ambientais podem desempenhar um papel em seu desenvolvimento”, falou.
A neurologista informa que fisioterapia e medicamentos que suprimem o sistema imunológico tratam a doença e podem retardar sua progressão. EM ainda não tem cura. Quanto antes o paciente descobrir e começar tratamento, mais qualidade de vida ele terá.
Mais lidas
-
1Feriado
Alagoas celebra 209 anos de emancipação com feriado estadual proposto por Silvio Camelo
-
2Horários especiais
Feriado de 16 de setembro altera funcionamento de escolas e órgãos públicos em Alagoas
-
3Eleições 2026
Investigação da PF confirma responsabilidade de JHC em repasses do Iprev ao Banco Master
-
4Financiamento
Empreendedores de Alagoas terão R$ 3,2 bilhões do FNE em 2027
-
5Contagem regressiva!
A Fazenda 18: quem são as celebridades por trás das pistas?




