Saúde
Dia Mundial da Saúde e da Nutrição: desmistificando a imunidade
Conheça os riscos de seguir uma dieta restritiva na pandemia e porque alimentos isolados não funcionam para melhorar a saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu a data 31 de março como o Dia Mundial da Saúde e da Nutrição. E para relembrar a importância desses dois aliados ao ser humano (saúde e nutrição), a nutricionista e professora do Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), Ariana Amaral revela que consumir alimentos específicos não trazem impacto considerável na imunidade se não vier aliado a uma dieta balanceada, prática de atividades físicas e descanso adequado. Detalhe: as recomendações valem para homens e mulheres de todas as faixas etárias.
Estudos do Ministério da Saúde revelam que, nas três últimas décadas, mais do que triplicou o consumo de alimentos ultraprocessados em todo o país. Se por um lado eles se mostram muito práticos, por outro são pobres nutricionalmente. Alimentam, mas não trazem os nutrientes necessários para colaborar com a nossa imunidade. Pensando em compensar os maus-hábitos alimentares, não raro as pessoas têm optado por alimentos ou suplementos que são apresentados como milagrosos.
“Nenhum alimento em específico, suco detox ou algum preparo substitui um estilo de vida saudável. Outro risco que se corre em meio à pandemia é optar por dietas restritivas. Estas dietas podem fragilizar o sistema imunológico, uma vez que a restrição de alguns alimentos pode acabar por privar nosso corpo de nutrientes importantes para o funcionamento do organismo e para a imunidade. Em meio à pandemia, é um risco se colocar neste estado de vulnerabilidade, o recomendável é preferir alimentos in natura, minimamente processados. Cada alimento fornece um nutriente que tem uma função fisiológica, não necessariamente vai fornecer anticorpos, mas vai contribuir para que nosso organismo funcione bem”, destaca Ariana, lembrando da importância de consumir diariamente frutas, verduras, hortaliças e água.
“Quanto mais restritiva a dieta, tanto do ponto de vista qualitativo, quanto do ponto de vista quantitativo, maior pode ser o impacto em nossa imunidade. As células do sistema imunológico precisam de energia e de determinadas vitaminas para que seu funcionamento esteja preservado. Uma privação alimentar pode impactar na formação e funcionamento destas células”, completa a especialista.
Ansiedade x Alimentação
Por causa do isolamento social e o medo de adoecer, muitas pessoas estão sendo acometidas por ansiedade e depressão que, por sua vez, podem acarretar o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, que são ricos em gorduras, açúcares, sódio, gorduras saturadas e trans, prejudicam a saúde e até estimulam doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão arterial.
A deficiência nutritiva causada por restrições alimentares ou alimentação inadequada pode provocar obesidade ou doenças como anemia, beribéri, deficiência de vitamina D e vitamina A, que interferem na qualidade de vida e levam a um mau funcionamento do organismo em diversos aspectos, inclusive o imunológico. “A adequação nutricional, aliada aos exercícios físicos e descanso, leva a uma melhoria no sistema imunológico. Este é o único combo que funciona”, sentencia a nutricionista.
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