Política
Sinteal destaca vitória da educação pública com Lula reeleito
O resultado das eleições anunciado na noite deste domingo (25), que reconduziu o trabalhador Lula da Silva à Presidência da República por mais quatro anos, é visto pelas defensoras e defensores da educação pública com alívio.
“O que nós víamos era a disputa de dois projetos, enquanto um vem investindo em melhorias, desenvolvendo projetos para acesso e permanência de toda a população à educação, defendendo o papel dos servidores públicos e dos profissionais da educação, o outro lado planeja a privatização, a ausência de liberdade pedagógica, os cortes de investimentos e a exclusão dos filhos da classe trabalhadora. Não defendemos partido, defendemos a educação, e para a educação venceu o melhor projeto”, disse Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.
Ressaltando iniciativas implantadas por Lula no país, Izael lembra que isso é resultado da luta e da escolha certa dos representantes. “Nós sabemos bem o que representa o FUNDEB, o piso do magistério, a gestão democrática, o pé-de-meia para os nossos estudantes e cada projeto implantado pelo Lula, temos que celebrar sim, sem perder de vista que cada conquista dessa precisa da nossa luta sindical, mas depende também de um presidente que respeite a democracia, receba a classe trabalhadora e atenda suas pautas”.
Com o candidato opositor defendendo a PEC 32 que é contra o servidor público, pregando privatização e um tesouraço, além de deixar clara a identificação com a ditadura militar, o presidente do Sinteal lembra que até para questionar um governo, é preciso lutar pela manutenção da democracia. “Claro que todo governo comete falhas, e sempre iremos criticar, cobrar e denunciar os problemas. Só que sem a democracia, não podemos sequer falar. O Brasil já viveu uma ditadura, muitos de nós foram presos, torturados e até morreram por criticar os representantes. Não queremos isso nunca mais”, alertou Izael.
Para além da educação, o projeto eleito defende a soberania nacional, enquanto o derrotado pretendia entregar as riquezas do país para interesses estrangeiros. Chegou a comemorar o tarifaço do Trump, uma medida do governo dos Estados Unidos contra o setor produtivo brasileiro. Izael questiona. “A quem interessa fragilizar a economia do nosso país? A quem interessa um governo que não investiga fraudes? A educação é sempre uma das grandes afetadas em um cenário de economia neoliberal”.
De olho da manutenção dos direitos e na luta por mais avanços, o Sinteal promete se manter crítico aos erros, e na cobrança pelas promessas que foram feitas. “Ele disse que o Brasil está pronto para mais, e graças à democracia que está preservada, nós estaremos nas ruas e nas redes durante esses quatro anos, cobrando que isso se concretize”.
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