Política
Paulão tem quase 64 mil votos, mas fica de fora
Federação que tem PT, PV e PCdoB não consegue atingir quoeficiente eleitoral em 2026
Prestes a encerrar um mandato conturbado, com direito a embates políticos internos no partido e uma batalha judicial contra a retotalização dos votos a favor de um candidato derrotado da direita, o deputado federal Paulão (PT) demonstrou no último domingo (4), que permanece com a mesma força eleitoral que o elegeu por três mandatos consecutivos desde 2014.
Com 63.813 votos, Paulão ficou na frente numericamente de Gilvan Barros (PSDB), um dos eleitos para Câmara Federal, com 63.061 votos.
Mesmo assim, em contato com a Tribuna Independente, ele demonstrou estar tranquilo com o resultado e firme na luta.
“Não vou me aposentar da política. O fato de perder o mandato não me aposenta da política. Vou continuar fazendo bom combate na política. Eu estou preocupado é com o povo alagoano e brasileiro, que em um projeto desse com traços autoritários, quem perde é o povo brasileiro. É retirada de direitos, a população mais simples que vem numa ascensão onde Lula tirou 40 milhões de pessoas. programas sociais, será o desmontado, vai minha preocupação com o povo brasileiro, principalmente os mais pobres. É também a lei do povo”.
Ciente da difícil dinâmica eleitoral, Paulão lembra que a eleição não é pelo voto individual e explicou que isso faz parte do processo. “Existe uma legislação eleitoral que prevê o coeficiente. Então, o jogo é pré-definido e eu compreendo isso. Logicamente, o eleitor, às vezes, não compreende esse desenho. Seria o processo direto”.
Avaliando a participação da chapa, Paulão detalha. “Eu tive mais voto individualmente do que um eleito que foi o Gilvan Barros, do PSDB. Qual foi o meu problema? Foi o corpo da chapa. A gente imaginava que podia ter votação e o segundo colocado da chapa não teve 10.000 votos, os outros candidatos fizeram menos da metade. Então a gente teve um problema todinho que foi o corpo da chapa, o desempenho ficou abaixo da média”.
LEI ELEITORAL
Esse ano, a Federação Brasil da Esperança veio com uma chapa mais orgânica para deputado federal, formada por militantes de esquerda e sem puxadores de voto externos. Além de Paulão, que costumava ser o único candidato do PT nos últimos pleitos, o partido apostou em mais 5 nomes, lideranças sindicais, feministas, e até religiosas. Os outros partidos da federação (PcdoB e PV) apresentaram duas candidaturas cada, com o mesmo perfil.
O quociente eleitoral esse ano foi de 199.816. Ou seja, para conquistar uma vaga, o partido, ou federação, teriam que alcançar esse número de votos. Isso reunindo todos os candidatos. Mesmo com a votação expressiva de Paulão, a chapa não conseguiu alcançar esse número.
Em 2022, o deputado Luciano Amaral (PSD), estava filiado ao PV. Apoiado pelo governador Paulo Dantas (MDB), ele teve uma votação expressiva e contribuiu para que a federação alcançasse o quociente.
Paulão esclarece que não foi eleito nem ficou sequer na suplência. “Como eu sou o deputado que foi mais votado, eu não sou suplente. Então, a probabilidade de amanhã de alguém assumir uma prefeitura, alguma coisa tal, e eu ficar deputado, ela não existe porque a nossa chapa não atingiu o efetivo”.
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