Política
O Partido do Autista – PA 88 ainda não foi aprovado pelo TSE
Partido fez lançamento do Diretório Estadual
Um novo partido pode surgir no Brasil, o PA 88, mais conhecido como Partido do Autista, fez reunião na manha desta segunda-feira, na sede na UVEAL, para lançamanento dfo Diretório Estadual. Mas ainda façlta etapas para virtar partido, já que ainda não consta na lista dos 29 partidos registrados no TSE. É que para virar partido, é preciso cumprir a Resolução TSE 23.571/2018: ter 101 fundadores em 9 estados, ter 0,5% dos votos válidos da última eleição pra Câmara = cerca de 547 mil assinaturas de apoiadores e assinaturas distribuídas em pelo menos 9 estados, com mínimo de 0,1% do eleitorado em cada um. Osmar Bria é o Presidente Nacional,que esteve em Alçagoas, e afirmou que o PA “busca a homologação oficial para se tornar o primeiro partido focado na comunidade atípica”.
O evento “Lançamento do Diretório Estadual de Alagoas” foi para organizar o partido no estado e coletar apoio, já que o Diretório estadual só pode funcionar de fato depois que o TSE aprovar o registro nacional. Enquanto o TSE não publicar o deferimento no Diário Oficial, o PA não pode lançar candidato, não tem número, não tem fundo partidário e não vale pra eleição. Mas pode fazer reunião, mobilizar, montar diretório. Mas candidato em 2026? Só se o TSE aprovar até 6 meses antes da eleição.
Para Kenny Wilson, pai de autistas, e profundo defensor da causa, após participar da reunião, falou da importancia. ``Por que a criação do Partido do Autista importa? Importa para ter representatividade direta, já que hoje existem mais de 2 milhões de autistas no Brasil, fora as famílias. Ainda assim, as pautas do TEA chegam ao Congresso por terceiros. O PA surge com a proposta de ser o primeiro partido político no mundo focado na comunidade atípica. A ideia é simples: "nada sobre nós, sem nós". Quem vive a realidade do autismo passa a ter voz própria na política institucional´´, afirma ele.

Outro ponto, segundo ele, é transformar luta em política pública. ``O estatuto do PA já coloca como prioridade a educação inclusiva, formação de professores, inserção no mercado de trabalho, capacitação de servidores públicos, assistência médica multidisciplinar e direito ao acompanhante terapêutico, que são bandeiras que hoje dependem da boa vontade de outros partidos. Com legenda própria, a pauta deixa de ser "favor" e vira plataforma. Outro ponto importante é a inclusão como projeto de país, já que o manifesto do PA defende que o autista é "agente de um Partido Político com consciência social, cultural e humana" e coloca o respeito à individualidade como princípio. Não se trata só de saúde. O estatuto fala de moradia inclusiva, mobilidade urbana, esporte, segurança pública com abordagem adequada e formação política. É tirar o autismo do gueto da "pauta de saúde" e levar pra economia, urbanismo e cidadania, conclui Kenny Wilson.
No lançamento do Diretório estiveram presentes o deputado federal Marx Beltrão, o estadual Lelo Maia, o prefeito de Junqueiro, Leandro Silva, o ex-prefeito de Rio Largo, Toninho Linas e o vereador José Márcio. O partido ainda está em formação. Precisa de 547 mil assinaturas em 9 estados pra ter o registro no TSE. Enquanto não conseguir, não lança candidato.

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