Política
“Não podemos normalizar agressões dentro de hospitais”, reforça Leonam Pinheiro
Agressões, ameaças e tensão constante dentro de unidades de saúde expõem uma rotina pouco visível — e cada vez mais preocupante. Um projeto apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Leonam Pinheiro, propõe uma resposta direta: acionar ajuda com um único toque.
O ambiente que deveria acolher, cuidar e salvar vidas também tem se tornado palco de tensão. Em hospitais, postos de saúde e unidades de atendimento, profissionais lidam diariamente com situações de estresse que, em alguns casos, ultrapassam o limite e chegam à violência.
Foi a partir dessa realidade que surgiu o Projeto de Lei Ordinária nº 1953/2026, de autoria do deputado estadual Delegado Leonam Pinheiro. A proposta prevê a implantação do chamado “botão do pânico” em unidades de saúde públicas, privadas e conveniadas em Alagoas.
A ideia é direta: permitir que médicos, enfermeiros e demais profissionais acionem, de forma imediata, equipes de segurança diante de situações de risco.
“Os profissionais da saúde estão na linha de frente e não podem trabalhar sob ameaça. Precisamos garantir condições mínimas de segurança para que possam exercer suas funções”, afirma o deputado.
O PROBLEMA QUE EXPLODIU DENTRO DAS UNIDADES
A violência em ambientes de saúde não é um episódio isolado. Ela surge, muitas vezes, em meio à sobrecarga do sistema, filas, demora no atendimento e alta pressão emocional.
Nesse cenário, quem está mais exposto é justamente quem atende.
Médicos, enfermeiros, técnicos e recepcionistas se tornam alvos de agressões verbais, intimidações e, em casos mais graves, violência física.
O resultado é um ambiente de trabalho instável, onde o risco passa a fazer parte da rotina.
UM BOTÃO, UMA RESPOSTA IMEDIATA
O dispositivo proposto funciona como um mecanismo de emergência. Ao ser acionado, o botão do pânico dispara um alerta imediato, permitindo a intervenção rápida de equipes de segurança.
A lógica é reduzir o tempo de resposta — fator determinante para evitar que conflitos se agravem.
“Em situações de risco, cada segundo conta. Ter um canal direto de acionamento pode evitar que um problema evolua para algo mais grave”, destaca Leonam.
ALCANCE TOTAL: PÚBLICO E PRIVADO
Um dos diferenciais do projeto está na abrangência. A proposta inclui:
-Unidades públicas
-Unidades privadas
-Serviços conveniados
A medida reconhece que a violência não está restrita a um único tipo de atendimento e que a proteção precisa alcançar todo o sistema de saúde.
SEGURANÇA COMO PARTE DO SISTEMA
Ao levar o debate para dentro das unidades de saúde, o projeto amplia o conceito tradicional de segurança pública.
Não se trata apenas de policiamento nas ruas, mas de garantir proteção em espaços essenciais.
“Segurança também é proteger quem está trabalhando e quem busca atendimento. É uma responsabilidade do Estado”, afirma o deputado.
PROJETO EM TRAMITAÇÃO
O projeto foi apresentado em 9 de abril de 2026 e atualmente aguarda parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa.
Essa etapa é fundamental para avaliar a viabilidade jurídica da proposta antes de avançar para votação.
ENTRE A PREVENÇÃO E A REALIDADE
O botão do pânico não resolve sozinho o problema da violência, mas se posiciona como ferramenta de contenção imediata.
Em um ambiente onde o conflito pode surgir de forma inesperada, a capacidade de resposta rápida se torna essencial.
UMA RESPOSTA DIRETA A UM PROBLEMA REAL
A proposta surge em um momento em que a segurança dos profissionais de saúde passa a ser discutida com mais intensidade.
Ao propor um mecanismo simples, o projeto aposta na eficiência da resposta imediata como forma de proteção.
“Nosso objetivo é garantir que esses profissionais possam trabalhar com segurança e dignidade”, conclui Leonam.
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