Política
Renan Filho é favorável ao fim da escala 6x1 para os trabalhadores
Ministro dos Transportes defende que parlamentares aprovem iniciativa que está em debate no Congresso Nacional
Com o Governo Federal empenhado em reduzir a escala máxima de trabalho permitida no país, que hoje é de seis dias de trabalho para apenas um de descanso (popularmente conhecida como 6x1), o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), se posicionou favorável à mudança.
“Nós somos integralmente a favor do fim da escala 6 por 1 e a mudança para uma escala 5 por 2. Na verdade, muita gente já trabalha nessa escala. Por exemplo, o serviço público todo. O serviço público todo, ele trabalha durante a semana e folga no final de semana. Tem gente que trabalha em regime de plantão. Quem trabalha de plantão, ainda trabalha uma relação de horas, trabalho, descanso, melhor do que a 5 por 2”, defendeu o ministro em entrevista à reportagem da Tribuna Independente.
Renan Filho acredita na aprovação da pauta, que tramita no Congresso Nacional, ainda para este ano. “Vai ser aprovada, tem que ser aprovada. O governo do presidente Lula está defendendo, eu sou um amplo defensor e acredito que será aprovada sim. Será um avanço. O mundo está mudando muito. Digitalização, inteligência artificial, programação, as profissões mudando, então, a gente precisa adequar sempre a oferta e demanda e isso vai ajudar o Brasil”, reforça.
O ministro é incisivo contra os críticos ao projeto e compara o debate ao que foi feito na época que o país aboliu a escravidão.
“Quem é contra isso, também era contra a abolição da escravatura. Se você olhar, o Brasil deu vários passos. A primeira lei no sentido de abolir a escravatura foi a lei do sexagenário. Naquela época, quem atingia 60 anos ficava livre. Era escravo, mas ficava livre. Veja bem, pouca gente vivia 60 anos naquele período. Depois veio uma outra lei, que foi um avanço, foi a lei do ventre livre. Quem nascia, já nascia livre. E depois a princesa Isabel defendeu a lei áurea, e a lei áurea implantou a abolição da escravatura no Brasil. Muita gente foi contra naquele momento. São as mesmas pessoas que são contra a redução da escala 6 por 1 agora, as mesmas”.
De forma direta, o ministro criticou uma manifestação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Essas pessoas não se preocupam com o trabalhador. Eu até vi o governador de São Paulo gravando um vídeo perguntando assim: ‘Vocês já conversaram com os empregadores sobre isso?’ E eu fiquei em casa assim pensando: Poxa, eu converso todo dia com os empregadores, com os empresários, acho que é importante a sociedade todo mundo produzir junto, trabalhar junto, garantir um país competitivo, um país. Mas fiquei pensando assim também: ‘Será que ele já conversou com o trabalhador’? Tem que conversar com os dois lados, tem que ouvir todo mundo e tem que avançar, porque o avanço da redução da jornada de trabalho nesse caso significa qualidade de vida para as pessoas e significa o país mais forte, país melhor. É isso que eu acho”.
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