Política
Marx Beltrão critica criação de 'mais um comitê' e diz que governo troca ação por reuniões enquanto alagoanos seguem humilhados nas filas do INSS
Nesta semana, o governo anunciou a criação de mais um comitê para debater soluções, iniciativa que, para o parlamentar, representa apenas mais burocracia sem resultados reais
O deputado federal Marx Beltrão (PP-AL) voltou a cobrar medidas concretas do governo federal diante do agravamento da crise no INSS, que já acumula 2,8 milhões de pedidos pendentes. Nesta semana, o governo anunciou a criação de mais um comitê para debater soluções, iniciativa que, para o parlamentar, representa apenas mais burocracia sem resultados reais.
Marx ressaltou que, em Alagoas, a situação é especialmente grave. Segundo ele, a população que depende do INSS está sendo humilhada diariamente. “São filas nas portas das agências logo cedo, demora absurda no atendimento, gente que não consegue sequer marcar perícia e cidadãos que esperam meses por benefícios básicos”, afirmou.
O deputado destacou ainda que essas pessoas são trabalhadores que contribuem todos os meses para o INSS. “É dinheiro descontado do salário, é contribuição obrigatória, é gente que faz sua parte. Mas quando precisam do serviço, ficam sem atendimento. Isso é inaceitável”, criticou.
Ao comentar o anúncio de um novo comitê, Marx Beltrão elevou o tom. “É mais um comitê, mais um grupo, mais uma comissão. Na prática, é a reunião para discutir a reunião. Enquanto isso, o resultado concreto — a redução da fila e um atendimento decente ao povo — fica só na conversa.”
Para o parlamentar, não há necessidade de novos diagnósticos. O governo já sabe o que precisa ser feito para enfrentar o apagão no INSS. “A pergunta é: se o governo sabe o que precisa ser feito, por que não faz? A solução é clara: contratar mais pessoal, convocar os concursados já aprovados e dar condições de trabalho aos servidores que estão sobrecarregados”, afirmou.
Marx concluiu afirmando que a população não aguenta mais promessas. “O cidadão não precisa de mais um comitê. Fila não se resolve com reunião — se resolve com ação. E é ação que o país espera.”
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