Polícia

Pastor réu por morte de empresário é preso durante abordagem na BR-101 em AL

Paulo Santos da Silva foi localizado em São Miguel dos Campos e, segundo a polícia, apresentou documento falso durante a abordagem

Por Tribuna Hoje com agências 19/09/2026 18h16
Pastor réu por morte de empresário é preso durante abordagem na BR-101 em AL
Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, foi preso na noite desta sexta-feira (18), em São Miguel dos Campos - Foto: Divulgação / PCPR

Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, foi preso na noite desta sexta-feira (18), em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. Ele é réu no processo que apura a morte do empresário José Claiton Leal Machado, assassinado em 2022, no Paraná.

Segundo a Polícia Civil, Paulo foi localizado durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101. Durante a fiscalização, conforme a corporação, ele apresentou um documento falso e acabou também autuado em flagrante pela suspeita de uso do documento.

O delegado Luis Gustavo Timossi informou que Paulo se identifica como pastor evangélico e mantém uma igreja registrada em seu nome.

Empresário foi morto em 2022


José Claiton Leal Machado foi assassinado em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa, no Paraná. De acordo com as investigações, ele foi atacado quando chegava à própria residência e ainda estava dentro de um veículo.

O empresário ocupava o cargo de diretor de uma rede de franquias odontológicas com atuação no Brasil e no exterior.

As investigações apontaram que o crime teria sido planejado a mando do então CEO da empresa, Oséias Gomes de Moraes. Segundo a polícia, desentendimentos pessoais e relacionados aos negócios estariam entre as motivações investigadas, incluindo o receio de perda do controle da companhia.

Além de Paulo Santos da Silva e Oséias Gomes de Moraes, outras quatro pessoas foram apontadas no processo por diferentes participações no caso.

Wallax Alves da Silva, enteado de Paulo, e João Victor da Gama Cezário são réus sob acusação de receber e repassar valores destinados aos executores do assassinato.

Diones Henrique Rodrigues Raimundo foi condenado pela execução do crime.

Já D. R. F., que chegou a ser indiciado durante a investigação, foi impronunciado e não será submetido a julgamento.

A defesa de Paulo Santos da Silva não foi localizada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.