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Ataque israelense mata três jornalistas libaneses no sul do Líbano

Al Manar e Al Mayadeen perdem profissionais em operação militar; autoridades condenam a ação

Por Tribuna Hoje com Agência Brasil 29/03/2026 10h39
Ataque israelense mata três jornalistas libaneses no sul do Líbano
Os assassinatos se somam à morte de Hussain Hamood, jornalista freelancer da Al Manar, vítima de ataque aéreo - Foto: Reprodução

Três jornalistas libaneses foram mortos neste sábado (28) após um ataque israelense contra um carro no sul do Líbano, segundo informou a emissora Al Manar. Entre as vítimas estão o repórter Ali Shaib, da Al Manar, e Fatima Ftouni, da Al Mayadeen, enquanto o cinegrafista Mohammed Ftouni, irmão de Fatima, também foi confirmado como morto pelo ministro da Informação do Líbano.

O ataque ocorre em meio à crescente tensão na região. Israel declarou que Shaib era membro de uma unidade de inteligência do Hezbollah e o descreveu como responsável por fornecer informações sobre soldados israelenses. As autoridades israelenses não mencionaram as outras duas mortes nem apresentaram provas das alegações sobre Shaib. O Hezbollah negou qualquer ligação de Shaib com o grupo, classificando as acusações como "falsas" e uma tentativa de se esquivar da responsabilidade pelo ataque.

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que os jornalistas eram "civis cumprindo seu dever profissional" e denunciou o episódio como um "crime descarado que viola tratados e normas internacionais de proteção a jornalistas". Al Manar descreveu Shaib como um "ícone do jornalismo de resistência", enquanto Al Mayadeen ressaltou a coragem e objetividade de Ftouni em suas coberturas.

Os assassinatos se somam à morte de Hussain Hamood, jornalista freelancer da Al Manar, vítima de ataque aéreo israelense na quarta-feira (25), e fazem parte de um total de pelo menos três jornalistas mortos em ataques aéreos na região desde o início do conflito envolvendo o Irã, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Até o momento, militares israelenses e americanos não se pronunciaram sobre as outras vítimas.