Mundo
Brasileiro que mora em Madri relata fila em mercados por causa do apagão
Banana, pão e velas viraram relíquias, diz publicitário Thiago Megale
O publicitário brasileiro Thiago Megale, que mora em Madri há três anos, estava trabalhando em uma biblioteca perto de casa quando ocorreu o apagão. Ele achou que fosse uma pane temporária e que logo a energia seria restabelecida.
A Espanha declarou estado de emergência nesta segunda-feira (28) depois que um apagão de energia elétrica atingiu a maior parte da Península Ibérica. Portugal também ficou sem eletricidade.
Já na rua, Megale escutou que as pessoas também estavam sem conexão no celular e notou que, nas frutarias e padarias, havia longas filas. Os supermercados estavam fechados.
“Os estabelecimentos abertos vendiam em dinheiro, em espécie. Eu fui comprar banana e pão e não tinha mais. Três coisas viraram relíquia: banana, pão e vela. Nas filas, as pessoas começavam a dizer que era ataque cibernético ou que iam ficar 72 horas sem energia. Para mim, foi um dia sem conexão. Não sofri porque coincidentemente não precisei me locomover, não estava em trânsito. Apenas um dia sem conexão, sobretudo com clientes e equipe do trabalho, mas na rua estava um caos”, disse Thiago, que tem uma agência de comunicação com clientes no Brasil e na Espanha.
Ele conta que o sinal 5G voltou por volta das 21h de Madri (16h em Brasília) de forma instável, mas que pôde se inteirar do que ocorreu ao longo do dia. A eletricidade só retornou às 22h (17h em Brasília).
O empresário Edson Galdino, de Aracaju, que viajou a passeio com a mulher, nesta segunda-feira, para Madri só chegou ao destino por volta das 23h (18h em Brasília). Quando eles chegaram no Aeroporto de Orly, em Paris, ficaram sabendo do apagão em Portugal e Espanha.
“No aeroporto em Paris, estava tudo mantido como planejado com os voos saindo para Madri. Quando estávamos todos embarcados na aeronave, o piloto avisou que o voo ia atrasar uma hora por problemas no desembarque no Aeroporto de Barajas, em Madri. Chegando em Madri, percebemos o caos porque algumas partes do aeroporto estavam funcionando e outras sem energia. O metrô está sem funcionar. Viemos de ônibus para o hotel. As ruas estavam escuras”, disse Galdino.
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