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França e Bélgica prendem 10 suspeitos de fornecer armas do ataque ao Charlie Hebdo
Detenções ocorreram segunda, terça e quarta-feira, diz a Promotoria de Paris.
Dez pessoas foram detidas desde segunda-feira (24) na França e na Bélgica suspeitas de fornecer as armas aos terroristas que participaram do atentado, em janeiro de 2015, em Paris, contra a revista “Charlie Hebdo” e contra o mercado judeu “Hyper Cacher”, informaram autoridades nesta quarta (26).
As detenções ocorreram na segunda, terça (25) e na manhã desta quarta (26), informou a Promotoria de Paris.
Segundo a imprensa francesa, as pessoas presas entregaram armas para Amedy Coulibaly, o terrorista que, um dia depois do atentado contra a revista, assassinou um policial em Montrouge, no sul de Paris.
No dia 9 de janeiro de 2015, quando a polícia cercava os dois autores do massacre do Charlie Hebdo, Coulibaly fez reféns clientes e funcionários de um supermercado judeu, também na capital francesa, e assassinou quatro pessoas antes de ser morto pelos policiais.
As investigações sobre as armas de Coulibaly já tinham conduzido a Claude Hermant, um ex-mercenário conhecido por seus vínculos com a extrema direita. Ele estava preso e, interrogado, acabou dando novas pistas aos investigadores, segundo o canal "BFMTV".
Segundo a investigação, Hermant e sua mulher compraram de uma empresa eslovaca as quatro pistolas Tokarev e os dois fuzis Kalashnikov, que estavam com Coulibaly quando atacou o Hyper Cacher.
O ex-mercenário contou aos investigadores que em 2014 colaborava como informante da Gendarmaria de Lille, que lhe encomendaram que se infiltrasse nas redes de tráfego de armas.
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