Mundo
Número de mortos vítimas de chuvas na Colômbia sobe para 16
Cidade de Manizales foi atingida; há ainda sete desaparecidos
Dezesseis pessoas morreram e sete se encontram desaparecidas nas chuvas que atingem a cidade de Manizales, informaram nesta quarta-feira (20) as autoridades desta cidade localizada no centro-oeste da Colômbia.
O último boletim da Unidade Nacional de Gestão de Risco e Desastres (UNGRD) informa que 16 pessoas morreram e sete estão desaparecidas após deslizamentos de terra em 16 bairros, que deixaram ainda 500 famílias atingidas e 80 residências com algum grau de destruição.
O prefeito de Manizales, José Octavio Cardona, informou que a situação está muito difícil porque a cidade está sem comunicações devido a inundações e desabamentos. Segundo ele, mais de 30 moradias desabaram.
"A cidade (está) literalmente isolada por deslizamentos e inundações", declarou Cardona.
O diretor da UNGRD, Carlos Iván Márquez, enviado para coordenar os trabalhos de busca e resgate, destacou que "de maneira preventiva foram evacuadas 400 residências" em Manizales, onde vigora um plano específico para auxiliar os danificados.
Na cidade, onde vivem cerca de 400 mil pessoas, as aulas estão suspensas, assim como o fornecimento de água, luz e gás aos bairros mais atingidos.
O presidente Juan Manuel Santos, que suspendeu suas reuniões para visitar Manizales, declarou na cidade inundada que as chuvas que atingiram a zona nas últimas horas "não têm precedentes".
"Isto é produto da mudança climática. Quando há aumento da temperatura, as nuvens ficam mais carregadas e chove com mais intensidade", declarou Santos, fazendo um apelo à defesa do meio ambiente para se evitar tais catástrofes.
A situação de emergência acontece semanas depois que um deslizamento atingiu a cidade de Mocoa (sul), deixando 323 mortos e mais de cem desaparecidos.
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