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Pela primeira vez em 188 anos, uma mulher assume a Scotland Yard
Cressida Dick foi oficial a cargo da operação policial que acabou, por erro, na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, em 2005, no metrô de Londres
A Polícia Metropolitana de Londres (Met), também chamada de Scotland Yard, nomeou nesta quarta-feira (22) Cressida Dick como nova comissária chefe, tornando-se a primeira mulher à frente da corporação em seus 188 anos de história.
Dick, de 56 anos, substituirá no cargo de maior relevância da polícia do Reino Unido Bernard Hogan-Howe, que anunciou no ano passado sua saída após cinco anos e meio no posto.
A nova comissária de polícia, que trabalhava há dois anos para o Ministério das Relações Exteriores e que previamente tinha sido responsável pela unidade antiterrorista da Met, era a candidata favorita para assumir o cargo.
Os outros candidatos a substituir Hogan-Howe eram o subcomissário da Polícia Metropolitana Mark Rowley, a presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia, Sara Thornton, e Stephen Kavanagh, chefe da Polícia de Essex.
Após conhecer sua designação, Dick afirmou se sentir "encantada e honrada" e manifestou sua vontade de "trabalhar de novo com os fabulosos homens e mulheres da Met".
"Esta é uma grande responsabilidade e uma fantástica oportunidade", indicou a nova chefe da Scotland Yard.
Por sua vez, a ministra britânica de Interior, a conservadora Amber Rudd, disse que Dick é uma "líder excepcional", com uma "clara visão para o futuro da Polícia Metropolitana e um conhecimento da ampla variedade de comunidades à qual serve".
"Agora assume um dos trabalhos mais exigentes e importantes e de mais alto perfil, frente ao contexto de alerta terrorista e de ameaças crescentes de crimes de fraude e internet", observou a ministra.
Cressida Dick foi a oficial a cargo da operação policial que acabou, por erro, na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes em 22 de julho de 2005 no metrô de Londres, quando foi confundido com um suposto terrorista.
Menezes, que tinha 27 anos e trabalhava como eletricista, morreu ao receber oito tiros (sete na cabeça e um no ombro) de agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres).
Os agentes, supervisados por Dick, achavam que o jovem era um dos terroristas que perpetraram os atentados fracassados contra três estações de metrô e um ônibus urbano da capital.
A gestão de Dick sofreu uma enorme pressão, apesar de um júri a eximi-la de qualquer responsabilidade na morte do brasileiro.
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