Interior
Arapiraca e Craíbas registram tremores de terra
Abalos sísmicos estão sendo monitorados pelas estações sismográficas instaladas na região do Agreste alagoano
As estações sismográficas instaladas no Agreste de Alagoas seguem monitorando de forma contínua a atividade sísmica registrada no estado e na região.
O acompanhamento permite identificar e analisar tremores de terra e outros eventos sísmicos, contribuindo para o registro histórico e para o conhecimento sobre a movimentação do solo na área.
Em Arapiraca, um tremor de terra foi registrado na terça-feira (11), às 12h29, com magnitude 1,5. O evento foi identificado pelo monitoramento sísmico realizado na região.
Já no município de Craíbas, foram registrados três abalos: um evento no dia 22 às 12h00 com magnitude 1.3 e dois no dia 31 de julho, às 12h01 e 12h03, todos os eventos associados a detonações. A proximidade entre os horários dos registros está relacionada às atividades de detonação de minérios realizadas no município.
Atualmente, o monitoramento conta com estações sismográficas, sob a coordenação do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis UFRN) e pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) instaladas em Arapiraca, Craíbas e Anadia, formando uma rede que permite acompanhar a ocorrência de eventos sísmicos no Agreste e em outras áreas de Alagoas.
O monitoramento é importante para diferenciar tremores naturais de eventos provocados por atividades humanas, como detonações, além de ampliar o conhecimento sobre a atividade sísmica do estado. Os dados registrados pelas estações também contribuem para análises técnicas e para o acompanhamento da frequência e das características dos eventos identificados na região.
A orientação é que a população mantenha a tranquilidade diante de pequenos tremores, enquanto os registros das estações continuam sendo acompanhados e analisados pelos responsáveis pelo monitoramento sísmico.
Tremor
Em 12 de junho deste ano, a terra tremeu entre os municípios de Arapiraca e Craíbas, no intervalo de um minuto. O Laboratório de Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou os abalos.
De acordo com o boletim da UFRN, o tremor de terra ocorreu às 15 horas UTC, ou seja, às 12 horas local, e teve magnitude de 1.7 na escala Richter. O segundo ocorreu às 15h01 (12h01 local) e com magnitude 1.5.
Na época a população achou coincidência dos horários dos tremores de terra com as explosões nas minas da Mineração Vale Verde (MVV). Mas a empresa negou qualquer relação com a ocorrência nos dois municípios.
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