Interior

Ministério Público detecta estado de precariedade em UBS de Palmeira dos Índios

Órgão foi provocado por inúmeras denúncias que desencadearam um Procedimento Administrativo e, oficialmente, as diligências foram iniciadas

Por Ascom MP/AL 30/04/2026 23h40 - Atualizado em 01/05/2026 01h00
Ministério Público detecta estado de precariedade em UBS de Palmeira dos Índios
Unidade Básica de Saúde (UBS) em Palmeira dos Índios - Foto: Ascom MP/AL

O espaço é a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) e implantado nas comunidades para ofertar atendimento primário com prevenção e, consequentemente, minimizar as necessidades da população. No entanto, o que o Ministério Público de Alagoas (MP/AL), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Arapiraca, constatou na Unidade Básica de Saúde (UBS Oásis II), atropela um dos direitos fundamentais, o da saúde, que deve ser garantido com qualidade ao cidadão. Após a vistoria, o promotor de Justiça Lucas Mascarenhas definiu a estrutura como decadente afirmando que todas as providências serão adotadas.

O MP/AL foi provocado por inúmeras denúncias que desencadearam um Procedimento Administrativo e, oficialmente, as diligências foram iniciadas.

“Estamos a tratar da saúde pública, direito fundamental indissociável da dignidade da pessoa humana, cuja concretização exige prestação estatal eficiente, qualificada e realizada em ambiente salubre, seguro e minimamente digno para usuários e profissionais; contudo, a unidade de saúde inspecionada revelou graves irregularidades estruturais e funcionais, em evidente distanciamento dos parâmetros constitucionais, impondo ao Poder Público o dever imediato de assumir suas responsabilidades e adotar providências efetivas para corrigir uma realidade que não apenas constrange a população, mas também expõe todos os envolvidos a riscos incompatíveis com a proteção integral do cidadão”, destaca o promotor Lucas Mascarenhas.

A UBS Oásis II funciona provisoriamente na central de agendamentos e seu quadro estrutural, afirma Mascarenhas, apresenta acentuada precariedade. O que o promotor de Justiça chama de grave.

No local foi verificada a ausência de água encanada, também não há climatização adequada, há muitas infiltrações e goteiras.

“Além das graves deficiências verificadas na estrutura física, revela-se absolutamente incompatível com a adequada prestação do serviço público de saúde que uma Unidade Básica funcione sem materiais elementares para a realização de curativos, desprovida de serviços essenciais, a exemplo da coleta de citologia, e, de modo ainda mais alarmante, sem sequer dispor de água encanada, situação que evidencia falha intolerável na assistência básica, compromete a continuidade do cuidado, afronta padrões mínimos de salubridade e expõe usuários e profissionais a riscos indevidos; diante da gravidade do quadro constatado, o Ministério Público adotará as medidas legais cabíveis para assegurar a correção das irregularidades e a efetiva proteção dos direitos da população usuária do sistema de saúde”, conclui.