Interior

Agricultor colhe macaxeira gigante com 3 m e 80 kg em Girau do Ponciano

Produtor rural de 72 anos realizou colheita no quintal, na periferia de Girau do Ponciano, Agreste de Alagoas

Por Davi Salsa - Sucursal Arapiraca / Tribuna Independente 30/04/2026 08h18 - Atualizado em 30/04/2026 22h30
Agricultor colhe macaxeira gigante com 3 m e 80 kg em Girau do Ponciano
Seu Augusto Vicente de Lima ficou surpreso com o tamanho da raiz da macaxeira rosa - Foto: Eriel Oficial / cortesia

Um agricultor de 72 anos de idade colheu esta semana, no quintal de sua residência, na periferia de Girau do Ponciano, município localizado no Agreste de Alagoas e distante 150 km de Maceió, uma macaxeira de aproximadamente três metros e mais de 80 quilos.

O produtor rural Augusto Vicente de Lima diz que resolveu arrancar a planta e ficou surpreso com o tamanho da raiz.

Depois de retirada da terra, com muito trabalho e ajuda de familiares, o tamanho da raiz causou muita surpresa.

A macaxeira gigante chamou a atenção de moradores em Girau do Ponciano e a fama logo se espalhou por toda a região, virando motivo de orgulho para a família de Augusto Vicente, que vive da terra há gerações.

A Tribuna procurou a opinião do engenheiro-agrônomo Josimar da Silva.

Ele acredita que a macaxeira gigante não é resultado de nenhuma técnica especial de cultivo ou de sementes modificadas.

O engenheiro-agrônomo diz que a planta é do tipo da macaxeira rosa e deve ter sido plantada há mais de três anos no local.

“Pela foto que vimos, acreditamos que a combinação de solo e a área de sombra no quintal da casa foram condições favoráveis para o crescimento acelerado na raiz”, afirma Josimar da Silva.

Apesar do tamanho gigante da macaxeira, o engenheiro-agrônomo não vê condições de cozimento da raiz.

“Ela deve estar bem dura e em processo de transformação em uma espécie de madeira”, acrescenta.

Produção no Agreste

Com uma área de aproximadamente 80 mil hectares de plantio, a cultura da mandioca garante o sustento de milhares de agricultores familiares em Arapiraca e mais cinco municípios do Agreste alagoano.

O estado produz anualmente 400 mil toneladas de mandioca, e o Agreste tem significativa importância no cenário, com aproximadamente 70% de toda a produção alagoana.

Arapiraca, por sua vez, com a vocação natural para a agricultura familiar, produz cerca de 30 mil toneladas e um faturamento de R$ 15 milhões a cada colheita.

A cadeia produtiva também inclui os municípios de Girau do Ponciano, Limoeiro de Anadia, Taquarana, Coité do Nóia e Junqueiro.

Culinária

A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma raiz nativa da América do Sul, cultivada em todos os estados do Brasil e utilizada de diversas formas na culinária, como frita, assada e em produtos como farinha, tapioca e polvilho.

Existem dois tipos principais: a mandioca-brava, que requer processamento para eliminar o ácido cianídrico, e a mandioca-mansa, mais segura para o consumo in natura. É a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois do arroz e do milho, e é um dos principais alimentos básicos no mundo em desenvolvimento, existindo na dieta básica de mais de meio bilhão de pessoas. Espalhada para diversas partes do mundo, tem hoje a Nigéria como seu maior produtor.