Interior
Verde Alagoas rejeita acordo através da justiça e radicaliza negociação
Mobilização é o único caminho
A audiência de mediação realizada no dia 16 de abril, no Tribunal Regional do Trabalho – TRT, entre os Urbanitários de Alagoas e a empresa Verde Alagoas, terminou sem qualquer avanço nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT.
O encontro, que poderia representar um passo importante rumo à valorização da categoria, acabou evidenciando o impasse e a falta de disposição da empresa em atender às reivindicações dos trabalhadores.
Durante a audiência, a Verde Alagoas manteve uma postura inflexível e não apresentou propostas concretas que representassem ganhos reais para os trabalhadores.
Na prática, ficou evidente que, mesmo diante da mediação judicial, a empresa não demonstrou interesse em avançar nas negociações.
Mais grave ainda foi a sinalização clara por parte da própria empresa: sem mobilização da categoria, não haverá conquistas.
A declaração reforça o cenário de enfrentamento e indica que qualquer avanço dependerá diretamente da capacidade de organização e pressão dos trabalhadores.
Diante desse contexto, o Sindicato alerta que a situação é crítica. A ausência de propostas na mesa, inclusive em um espaço institucional como o TRT, demonstra que a negociação chegou a um ponto de estagnação preocupante. Sem participação ativa da base, o risco é de retrocessos ou de um acordo sem ganhos efetivos.
O Sindicato reforça a necessidade urgente de mobilização. Assembleias, atos e outras formas de organização coletiva passam a ser fundamentais neste momento.
A possibilidade de paralisação não está descartada e já começa a ser colocada como alternativa legítima diante da intransigência da empresa.
O Sindicato destaca que nenhum direito é conquistado sem luta.
A história do movimento sindical mostra que avanços só ocorrem quando há unidade, mobilização e disposição para enfrentar momentos difíceis.
Agora, mais do que nunca, é essencial que os trabalhadores estejam atentos, organizados e preparados para agir.
A próxima etapa será decisiva. Ou a categoria se mobiliza e pressiona por um acordo justo, ou corre o risco de ver suas reivindicações ignoradas. O chamado está feito: é hora de união e luta.
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