Interior
Filhote de peixe-boi nasce no rio Tatuamunha, em Porto de Pedras
Nascimento do animal reforça sucesso de ações de preservação e reintrodução da espécie no litoral norte de Alagoas
Um filhote de peixe-boi marinho foi visto recentemente no rio Tatuamunha, localizado no município de Porto de Pedras, no litoral norte de Alagoas. O animal é filho da fêmea Yvi, que teve seu segundo filhote já em ambiente natural. O registro do nascimento foi feito por moradores da região e por integrantes da Associação Peixe-boi.
A fêmea é acompanhada por equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis pelo monitoramento da espécie na área. Segundo os técnicos, Yvi entrou no rio já acompanhada do filhote, indicando que o nascimento ocorreu recentemente.
A história da fêmea está ligada ao trabalho de preservação da espécie no Nordeste. Yvi foi resgatada ainda filhote e levada para reabilitação na base instalada na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Após passar pelo processo de recuperação, foi transferida para o rio Tatuamunha, onde permaneceu em um espaço de aclimatação até ser solta na natureza em 2018.
Desde então, o animal passou a ser visto com frequência na região, que se tornou um dos principais pontos de observação de peixes-boi marinhos no estado.
O rio Tatuamunha está localizado dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, considerada uma das maiores unidades de conservação marinha do país. Criada em 1997, a área abrange 13 municípios entre Alagoas e Pernambuco e tem como objetivo proteger recifes de corais, manguezais e diversas espécies ameaçadas, incluindo o peixe-boi marinho.
De acordo com o ICMBio, o filhote permanecerá ao lado da mãe por cerca de dois anos, período essencial para o desenvolvimento e aprendizado das habilidades necessárias para sobreviver de forma independente. O sexo do animal ainda não foi identificado e deve ser confirmado durante o acompanhamento realizado pelas equipes de monitoramento.
Especialistas reforçam que visitantes e moradores devem manter distância dos animais e evitar qualquer tipo de contato, como oferecer alimentos ou água. A orientação busca garantir a segurança da mãe e do filhote, além de preservar o comportamento natural da espécie, que é considerada ameaçada de extinção.
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