Interior
Mulheres vão às ruas contra violência
Vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho, disse que caso exige mais que discurso, e sim decisão política e prevenção
Centenas de mulheres irão às ruas de Arapiraca, hoje, em um ato público contra os casos de feminicídio na cidade. A caminhada será em memória de Cícera Laura da Silva, 47 anos, estuprada e assassinada no início deste mês. A dona de casa saiu da sua residência para fazer uma caminhada e acabou estuprada e morte em um trecho do Bosque das Arapiracas.
O ato público será realizado a partir das 16 horas e tem o objetivo da mobilização e de prestar solidariedade à família, reforçar o pedido por justiça e chamar a atenção para o enfrentamento à violência contra mulheres.
O suspeito do estupro e feminicídio foi preso pela polícia dois dias após o crime. O suspeito de matar Cícera Laura já foi condenado anteriormente por estupro de vulnerável, furto e roubo, afirmou a polícia.
A vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho, está cobrando ações efetivas após o assassinato de Cícera Laura da Silva, 47 anos. Ela classificou como “um símbolo doloroso da violência contra a mulher no Brasil” o crime cometido contra a vítima, ocorrido em uma área de mata no Bosque das Arapiracas.
Em declaração pública, Rute Nezinho afirmou que o crime não pode ser tratado como um episódio isolado e defendeu medidas estruturais de prevenção, proteção e responsabilização. Segundo a vice-prefeita, a vítima exercia um direito básico – o de ir e vir – quando teve a vida interrompida de forma brutal. “O momento do ataque não é o começo do crime. É o resultado de uma sociedade que falha em proteger suas mulheres”, destacou.
A gestora associou o caso à campanha do Janeiro Branco, ressaltando que a violência contra a mulher também deve ser enfrentada como um grave problema de saúde pública. Para ela, o medo constante, o pânico e o estado permanente de alerta impostos às mulheres resultam em adoecimento emocional coletivo. “Cuidar da saúde mental é cuidar da vida”, afirmou.
Entre as ações defendidas por Rute Nezinho estão o fortalecimento das políticas de prevenção, a ampliação da proteção às mulheres nos espaços públicos e investimentos em infraestrutura urbana, como iluminação adequada em áreas de circulação. A vice-prefeita também cobrou tolerância zero à violência sexual, com rigor na punição, prisão efetiva e acompanhamento dos agressores após a condenação, como forma de evitar a reincidência.
Rute Nezinho ressaltou ainda que o enfrentamento da violência contra a mulher exige o envolvimento de toda a sociedade. “Violência contra a mulher não é um problema apenas da vítima. Vizinhos, famílias, igrejas, escolas e comunidades precisam romper o silêncio, denunciar sinais de perigo e ajudar a proteger vidas”, declarou.
Ao final, a vice-prefeita afirmou que honrar a memória de Cícera Laura da Silva exige mais do que discursos. “Exige decisão política, prevenção, proteção e respeito à vida das mulheres. Proteger mulheres é dever do poder público, da sociedade, de todos nós”.
Suspeito do crime – Gaúcho de Marau e morador de Arapiraca, no agreste de Alagoas, o homem de 37 anos teve a prisão mantida após audiência de custódia realizada no último dia 9.
Ele foi localizado, no dia seguinte ao crime, enquanto trabalhava em uma serralharia no bairro Alto do Cruzeiro. Ao chegar na casa do suspeito, os policiais encontraram as roupas utilizadas no momento do crime. Durante a abordagem, ele confessou o crime.
Outras duas mulheres foram à delegacia para registrar boletins de ocorrência contra o suspeito por importunação sexual. Não há informações de quando e onde esses crimes foram cometidos.
A prisão foi efetuada pela 4ª Delegacia Regional de Polícia (4ª DRP) de Arapiraca.
O corpo de Cícera Laura foi encontrado de bruços, seminu e em decomposição, no último dia 6, no Bosque das Arapiracas. A vítima estava desaparecida desde o último dia 4.
Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima foi abordada pelo suspeito. Nas imagens, é possível ver o momento em que Cícera Laura caminhava por uma praça quando, subitamente, o homem se aproximou dela e a arrastou para dentro do bosque. Depois disso, ela não apareceu mais nas imagens.
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