Esportes
Ex-boxeador Prichard Colón, de 33 anos, morre após mais de uma década em estado vegetativo
Prichard Colón tinha 31 anos e havia ficado em estado vegetativo após sofrer um golpe na nuca em 2015; saiba mais
Aos 31 anos, o ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), depois de passar 11 anos em estado vegetativo.
A morte encerra uma trajetória marcada por uma grave lesão neurológica sofrida durante uma luta profissional em 2015, quando o atleta tinha apenas 23 anos.
A confirmação foi divulgada pelo pai de Colón nas redes sociais. Na mensagem, ele agradeceu o apoio recebido ao longo dos anos e pediu que as pessoas continuassem incluindo a família em suas orações.
“Bom dia a todos. Lamento informar o falecimento do meu filho Prichard. Ele agora está em um lugar melhor. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida do possível, por favor, continuem nos incluindo em suas orações”, escreveu.
O episódio que mudou a vida do pugilista ocorreu durante o confronto com o norte-americano Terrel Williams. Colón recebeu uma sequência de golpes na nuca, área cuja aplicação é proibida pelas regras do boxe. Pouco depois, começou a apresentar tontura e náusea, e o combate acabou sendo interrompido.
Os impactos causaram um hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio. Diante da gravidade do quadro, o atleta precisou passar por uma cirurgia com o objetivo de aliviar a pressão na região. As lesões neurológicas, porém, não foram revertidas pelo procedimento.
Colón permaneceu em coma por 221 dias. Quando recuperou a consciência, não conseguiu voltar a ter uma rotina independente. O ex-atleta permaneceu em estado vegetativo e passou a depender dos pais para realizar as atividades do dia a dia.
Antes do acidente, o porto-riquenho era apontado como uma das promessas da modalidade. Em apenas dois anos como profissional, havia acumulado 23 vitórias, 13 delas por nocaute, além de uma derrota.
A história também trouxe à tona discussões sobre a segurança dos atletas no boxe. Apesar de golpes na nuca serem proibidos, Terrel Williams não recebeu suspensão prolongada nem uma punição esportiva de maior duração em decorrência do episódio.
Depois do ocorrido, o pai de Colón passou a pressionar as autoridades responsáveis pela modalidade por medidas relacionadas à segurança no esporte.
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