Esportes
Léo Derik, do Athletico, é condenado a 13 anos de prisão por estupro de vulnerável
Crimes teriam ocorrido entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024
O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico, foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma ex-ficante. A decisão foi proferida pela juíza Taís de Paula Scheer, do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba.
Os crimes teriam ocorrido em dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. Atualmente com 21 anos, o jogador também deverá pagar R$ 20 mil à vítima como indenização, com incidência de juros e correção monetária. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Segundo a sentença, a magistrada considerou comprovadas as duas acusações de estupro. Na avaliação apresentada no documento, o depoimento da vítima foi considerado coerente e consistente, além de estar amparado por relatos de pessoas próximas e por documentos psicológicos.
A investigação também contou com um exame pericial realizado meses depois dos supostos crimes. O resultado, contudo, foi considerado inconclusivo. Conforme registrado na decisão, o intervalo entre os episódios e a realização do exame dificultou a identificação de possíveis vestígios físicos.
As informações sobre a condenação foram divulgadas pelo globoesporte. Apesar da sentença, Léo Derik continua em liberdade e tem direito de recorrer da decisão.
Durante o processo, o Ministério Público havia se manifestado pela absolvição do jogador. Para o órgão, as provas reunidas não seriam suficientes para confirmar os estupros nem as acusações relacionadas à suposta violência psicológica.
A defesa do atleta também se posicionou após a decisão. Em nota, afirmou que "recebeu com absoluta surpresa a condenação em primeira instância", especialmente diante do entendimento apresentado pelo Ministério Público. Léo pretende recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR).
O Athletico, clube que formou o jogador e pelo qual ele atua, informou que está ciente da sentença. A equipe, entretanto, optou por não comentar o processo, alegando que o caso tramita sob segredo de justiça.
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