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Queridinhas das 'selesposas', bolsas que podem custar até R$ 200 mil estão barradas dos estádios na Copa

Regra rígida para acesso aos estádios obrigou esposas e namoradas de jogadores a mudarem os looks às pressas e deixou modelos icônicos da Hermès de fora

Por Uai 17/06/2026 15h47
Queridinhas das 'selesposas', bolsas que podem custar até R$ 200 mil estão barradas dos estádios na Copa
Apenas a Kelly Mini, da Hermès, atende às medidas exigidas pela Fifa para entrada nos estádios da Copa do Mundo de 2026 - Foto: Reprodução/Instagram

As tradicionais bolsas Kelly e Birkin, da grife francesa Hermès, ficaram de fora dos estádios da Copa do Mundo de 2026 por causa das regras de segurança estabelecidas pela Fifa. A medida surpreendeu consultores de imagem e influenciadoras ligadas aos jogadores das seleções, que precisaram adaptar produções e acessórios poucos dias antes do início da competição.

A entidade responsável pelo torneio adotou normas rígidas para a entrada de bolsas nos jogos. Apenas modelos transparentes dentro das medidas permitidas ou itens opacos de dimensões reduzidas podem acessar as arenas.

No caso das bolsas não transparentes, o limite estabelecido é de 11,4 centímetros de largura por 16,5 centímetros de altura, o que inviabilizou praticamente todos os modelos clássicos da Hermès. A exceção ficou por conta da Kelly Mini, única versão da marca enquadrada nas exigências da Fifa.

Consumidora assumida da grife, Gabriely Miranda comentou a restrição durante participação em uma entrevista para o canal de Karla Felmanas no YouTube. "Esquece, não pode. Bolsa pequena, carteirinha só", afirmou ao falar sobre os acessórios permitidos nos estádios.

Com a proibição, a Kelly Mini ganhou protagonismo entre as chamadas "selesposas" durante a estreia da Seleção Brasileira. Casada com Lucas Paquetá, a influenciadora Duda Fournier apareceu com uma versão azul do modelo, diferente da Kelly tradicional amarela que havia usado em compromissos anteriores da equipe. Já Duda Santos, esposa do atacante Rayan, também precisou deixar de lado uma Birkin de couro de crocodilo e aderiu à versão reduzida da bolsa durante a competição.

O veto chama atenção principalmente pelos valores envolvidos. Recentemente, a Hermès ultrapassou a Louis Vuitton e assumiu o posto de maior empresa de luxo do mundo. Suas bolsas Birkin estão entre os itens mais desejados do mercado e podem ultrapassar R$ 1 milhão em edições raras.

Já os modelos tradicionalmente usados por esposas e familiares de jogadores costumam variar entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. Mais do que símbolos de status, as peças se consolidaram como objetos de desejo associados à exclusividade, ao trabalho artesanal e à tradição das grandes maisons de luxo.