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'Dia D': Os novos ETs de Steven Spielberg invadem os cinemas
Filme chega com os extraterrestres brotados da mente do mago Steven Spielberg no longa-metragem 'Dia D'
Steven Spielberg, o mestre que definiu gerações com o icônico "E.T. – O Extraterrestre" (1982), volta a olhar para as estrelas e para o desconhecido com seu novo longa-metragem, "Dia D", que está em cartaz nos cinemas do Brasil. Mais do que um simples retorno ao gênero que o consagrou, Spielberg define a obra como o "filme de resumo" de toda a sua trajetória na ficção científica.
O longa abre com uma sequência instigante: diante de um ser inexplicável, uma personagem tenta categorizá-lo - "É uma criança?", "É uma pessoa?". Ao receber negativas, a pergunta final é: "Não é humano?". O silêncio que se segue é o ponto de partida para a reflexão que o diretor, aos 79 anos, propõe ao questionar abertamente quanto tempo a humanidade tem vivido sob um manto de desinformação deliberada sobre fenômenos em nossos oceanos e céus.
O roteiro, assinado por David Koepp, mergulha em uma rede de controle e poder centrada no empresário Noah Scanlon, interpretado por Colin Firth. À frente da corporação Wardex, ele é o responsável por emperrar o fluxo de informações e salvaguardar dispositivos mantidos em segredo. Para Spielberg, o motor da trama é justamente a desigualdade: "Quando o grande desconhecido é conhecido por alguns, mas não por todos nós, é essa desigualdade que me motivou".
A narrativa interliga os destinos de Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma apresentadora com um dom enigmático, e Daniel Kellner (Josh O’Connor), um funcionário rebelde da Wardex. Juntos a outros personagens, eles se tornam fugitivos em uma trama repleta de crimes cibernéticos, transe e o mantra que serve de guia para a sobrevivência: "Não tenha medo daquilo que desconhece".
Assinatura técnica de um mestre
Mesmo explorando temas contemporâneos de pânico e caos, "Dia D" não abre mão do espetáculo visual e emocional característico do cineasta. Reunindo sua equipe de confiança, o diretor de fotografia Janusz Kaminski e o lendário maestro John Williams, Spielberg equilibra efeitos de realidade paralela com o dinamismo de perseguições de carro, ações em despenhadeiros e fugas em locomotivas.
O filme esquematiza uma realidade tensa, permeada por referências a crises geopolíticas e biológicas. No entanto, a obra encontra espaço para momentos de profunda sensibilidade. Com uma participação surpreendente e emocionante da jornalista interpretada por Courtney Grace, o novo filme de Spielberg se consolida como um convite para questionar as sombras da história recente e o que, de fato, ainda ignoramos sobre a nossa existência.
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Assista ao trailer do filme "Dia D":
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