Educação
Pinacoteca da Ufal se prepara para reabertura e visitas em maio
A Pinacoteca, museu de arte contemporânea da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), tem dedicado os últimos meses ao tratamento preventivo do acervo, trabalhando na conservação, documentação e organização sistemática das peças. Agora, com esse trabalho de base em andamento, o museu se aproxima de sua reabertura oficial marcada para o próximo dia 26 de maio.
Segundo Cintia Rodrigues, museóloga da Pina, o retorno do museu à comunidade alagoana representa muito mais do que a simples retomada de atividades. "É um momento simbólico para a Pinacoteca e para a própria Ufal. Temos poucos espaços de museu no estado, e este é um museu universitário que carrega a memória de gerações que se formaram sem ter tido contato com esse acervo", afirma.
Desafios do Tratamento Preventivo
As 222 obras catalogadas passaram meses sem manutenção adequada enquanto estavam armazenadas no Museu Théo Brandão (MTB). Esse período de inatividade tem exigido cuidados redobrados durante a realocação das peças para a reserva técnica da Pinacoteca, agora reformada e com uma estrutura adequada para recebê-las.
O processo de transferência das obras tem revelado o estado de conservação de diversas peças. Algumas apresentaram danos significativos, como uma obra de cerâmica extremamente fragilizada, que apresenta deslocamentos e precisará ser estabilizada antes de qualquer exposição.
"Algumas obras infelizmente vão precisar de conservação em laboratório para reparos antes de poderem ser expostas", explica Cintia Rodrigues.
Até o momento, apenas oito das 222 obras catalogadas (menos de 5%) foram finalizadas. A meta é alcançar cerca de 70% do acervo tratado até a semana anterior à reabertura, o que representaria aproximadamente 170 obras. "Temos nove semanas para trabalhar. Se mantivermos esse ritmo, conseguiremos avançar bastante", informa a museóloga.
Importância do Museu Universitário
A Pinacoteca representa um marco importante para a comunidade acadêmica e cultural de Alagoas. Como museu de artes contemporâneas da Ufal, o espaço é um dos poucos museus universitários do estado e carrega memória de gerações que se formaram sem ter tido contato com o acervo.
"É um trabalho de pessoas da universidade, professores, técnicos, gente que dedica uma vida de pesquisa a isso. Esperamos entregar um bom equipamento para todos", afirma Cintia Rodrigues.
A Pinacoteca desempenha papel fundamental na extensão universitária, levando o que a universidade produz para a comunidade. Após sete anos de ausência, a reabertura marca o retorno do diálogo entre a instituição e o público: "Que o público olhe com carinho o nosso trabalho. Estamos fazendo o melhor que podemos para reabrir e dar oportunidade de visitação, mas que tenham paciência. Vai estar em processo", conclui a museóloga.
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