Educação
Críticas à infraestrutura da Uneal marcam debate sobre gestão universitária em AL
Estudantes e membros da comunidade acadêmica apontam problemas estruturais, falta de investimentos e cobram mais transparência na aplicação de recursos
A infraestrutura dos campi da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) voltou ao centro do debate público após críticas direcionadas à atual gestão da instituição.
Integrantes da comunidade acadêmica questionam a divulgação de ações que apontam modernização das salas de aula, alegando que a realidade enfrentada por estudantes ainda é marcada por precariedade estrutural.
De acordo com os relatos, diversas salas continuam em condições consideradas inadequadas para o ensino, com problemas que vão desde mobiliário desconfortável até sinais de deterioração física. Estudantes afirmam que os espaços apresentados como modernizados não representam a totalidade da universidade e contestam a narrativa institucional sobre avanços na infraestrutura.
Outro ponto levantado diz respeito à construção de novos blocos acadêmicos. Apesar de serem apresentados como melhorias, há críticas quanto à qualidade dos materiais utilizados e à adequação dos espaços às necessidades dos alunos. Entre as reclamações mais frequentes estão a falta de ergonomia das cadeiras e a presença de problemas estruturais recentes nas edificações.
A aplicação de recursos também é alvo de questionamentos. Há cobrança por maior transparência nos investimentos realizados pela gestão, especialmente em relação à construção de prédios administrativos, que, segundo críticos, apresentam padrão superior em comparação às estruturas destinadas ao ensino.
Além disso, estudantes apontam a ausência de serviços essenciais em alguns campi, como restaurante universitário, e relatam dificuldades socioeconômicas enfrentadas para permanência na instituição. Programas de bolsas também são mencionados como insuficientes diante da realidade dos alunos.
Problemas estruturais mais graves também são relatados em diferentes unidades. No campus de Maceió, por exemplo, houve interrupção das aulas por meses após falhas na rede elétrica. Já em Santana do Ipanema, estudantes destacam a falta de estrutura básica de segurança, como muros e proteção adequada na residência universitária.
As críticas também incluem a relação entre gestão e comunidade acadêmica. Segundo os relatos, há insatisfação com a falta de diálogo institucional e com a condução administrativa ao longo dos últimos anos.
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