Educação
Sinteal busca solução para evitar esvaziamento do Cepa e aciona Ministério Público
Foi marcada audiência com o Ministério Público para esta sexta-feira (6)
A evasão escolar que ocorre há seis anos no Cepa é um dos desafios enfrentados no complexo de escolas que tem ensino integral e técnico. Um levantamento feito por professores da Escola Estadual Moreira e Silva mostra muito bem essa preocupação da comunidade escolar. Em 2019, eram 2.077 alunos matriculados. Com início do período integral, em 2020, esse número caiu para 1.627. E agora, em 2026, são apenas 431 alunos matriculados. Ou seja, uma redução de 79,25% do número de alunos.
Uma comissão de professores e gestores convocou o Sinteal na terça-feira, 3 de março, na Escola Princesa Isabel para intermediar uma solução e impedir o esvaziamento do Cepa. O temor é o fechamento do complexo e a devolução dos profissionais da educação para outras unidades. O professor Bruno alerta: “A gente vem numa redução drástica de matrículas anualmente”.
O presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, informou a base de que já marcou audiência com o Ministério Público para a próxima sexta-feira (6), e com a gestora da Seduc para buscar uma solução. “Conseguimos agendar uma reunião com a secretária Roseane, onde iremos discutir as questões relacionadas ao Cepa. Temos outras escolas em outros municípios que também precisam de uma atenção especial e com certeza nós iremos pontuar nessa reunião com a secretária. O fato é que é uma preocupação muito grande inclusive com a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores, que com toda essa pressão estão adoecendo ainda mais. Então, esperamos ter respostas efetivas nos próximos dias para acalmar as nossas companheiras e companheiros, guerreiras e guerreiras que estão no chão da escola”.
A luta, alerta Izael, não é apenas dos docentes. “E não é uma atividade só para professor, a atividade é para todos os profissionais da educação. Quando diminui os estudantes de uma escola, o conjunto de profissionais são prejudicados, essa comunidade escolar é prejudicada. Então, por um Cepa forte, por um Cepa pujante como sempre foi, nós continuaremos da luta. Salve o Cepa!”.
Esta foi a segunda reunião com a participação do Sinteal. No dia anterior, uma comissão se reuniu na Escola Moreira e Silva para fazer os primeiros encaminhamentos dessa luta. De acordo com a professora Renata Silva, “a matrícula tem sido reduzida e, às vezes, a sensação que a gente tem é que existe, sim, uma intencionalidade estadual para reduzir a matrícula no Cepa”.
O professor Edson chama atenção para mudanças com a modificação do sistema. “Depois da implantação de ensino integral, hoje nós temos uma evasão muito grande. Há comprovações, há estudo que alguns professores fizeram, e pode comprovar que esse problema que está acontecendo é justamente depois dessa implantação”.
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