Educação
Estudante alagoano é aprovado em 1º lugar em doutorado da Unicamp sem passar pelo mestrado
Recém-formado, jovem de 21 anos alcançou a maior nota do processo seletivo e integra grupo seleto de alunos que ingressam direto no doutorado
O estudante alagoano Mayllon Emannoel Pequeno, de 21 anos, recém-formado no ensino superior, foi aprovado em primeiro lugar no programa de doutorado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sem precisar cursar o mestrado. Ele alcançou nota 9,83, a mais alta entre todos os candidatos do processo seletivo.
A modalidade escolhida pelo jovem é conhecida como doutorado direto, caminho acadêmico permitido a estudantes com histórico acadêmico de excelência e forte experiência em pesquisa científica. O resultado foi divulgado em um momento simbólico: durante a semana de apresentações dos trabalhos de conclusão de curso de seus colegas de graduação, em Campinas (SP).
Mayllon integrou a segunda turma da Ilum Escola de Ciência, graduação criada por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O curso, considerado um dos mais concorridos do país, tem duração de três anos, currículo interdisciplinar e foco intensivo em pesquisa desde os primeiros meses, com acesso a laboratórios de ponta, como o Sirius — maior acelerador de partículas da América Latina.
Levantamento preliminar da instituição aponta que, dos 35 formandos da turma, seis já conquistaram vagas em doutorados diretos, enquanto outros três ainda aguardam resultados. A formação de doutores mais jovens é uma das metas da escola, diante da média nacional de idade para titulação, que gira em torno dos 40 anos.
Trajetória acadêmica
Natural de Maceió, Mayllon se mudou para Campinas para cursar a graduação, motivado pelo modelo interdisciplinar da Ilum e pela possibilidade de contato precoce com grandes estruturas de pesquisa. Durante o curso, encontrou na formação em Ciência e Tecnologia a união de áreas que já despertavam seu interesse desde a infância, como biologia e informática.
Ao longo da graduação, atuou no Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), dentro do CNPEM, onde desenvolveu pesquisas nas áreas de bioinformática e biologia molecular. A vivência prática em pesquisa científica foi apontada como decisiva para que ele se sentisse preparado para ingressar diretamente no doutorado.
Trabalho premiado e destaque acadêmico
O trabalho de conclusão de curso teve papel central na aprovação. Desenvolvido na área de bioinformática, o projeto investigou a chamada terra preta amazônica, solo de alta fertilidade da região amazônica. A pesquisa integrou análises microbiológicas e físico-químicas, com uso do acelerador de partículas Sirius, em parceria com instituições como USP e Embrapa.
O estudo também abordou a valorização dos saberes tradicionais de povos originários amazônicos e foi premiado como trabalho de destaque da turma pelo Instituto Paulo Gontijo. O projeto serviu como base conceitual para a continuidade da pesquisa no doutorado.
Pesquisa aplicada à transição energética
No doutorado, que tem início previsto para março, Mayllon dará continuidade às pesquisas no LNBR, com foco na bioprospecção de enzimas por meio de bioinformática, metagenômica e inteligência artificial. O estudo será voltado à análise de microrganismos presentes no intestino de cervídeos, como veados e renas, com potencial aplicação na produção de biocombustíveis, bioquímicos e energias biorrenováveis.
O programa terá interface entre a Unicamp e o CNPEM, permitindo que o estudante siga atuando no mesmo ambiente científico em que iniciou sua trajetória acadêmica.
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