Educação

Política social muda vida de estudante da periferia

Por Thiago Gomes/Secom Maceió 15/02/2024 10h29
Política social muda vida de estudante da periferia
Ygor Pontes Soares tem 18 anos e celebra a conquista do primeiro emprego - Foto: Secom Maceió

A política social adotada desde o primeiro dia da gestão do prefeito JHC tem impactado de maneira positiva a vida de muitos maceioenses. Um dos que conseguem, agora, enxergar um futuro promissor, sendo diretamente beneficiado pela atuação da Prefeitura de Maceió, é o estudante Ygor Pontes Soares.

Morador do Vergel do Lago, o jovem de 18 anos teve acesso aos programas sociais do município de Maceió e agora, ele celebra a conquista do primeiro emprego.

Extrema pobreza em queda

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a extrema pobreza em Maceió despencou entre 2021 e 2022, já na atual administração, reforçando que o pacto social tem obtido bons resultados na população. A capital alagoana registrou uma queda de 27,8% no número de moradores que viviam com até R$ 200,00 por mês.

O jovem Ygor é um exemplo de que a atuação do poder público municipal, direcionada a quem mais precisa, pode mudar a realidade de muita gente. Ele conta que teve uma infância e uma adolescência difíceis, com escassez financeira. Até fome ele relata que passou por não ter uma renda fixa.

“Cresci em meio a muita dificuldade e presenciando violência doméstica em casa. Meus pais se separaram e tive que parar de estudar no 5º ano. Sofremos muita humilhação e a gente só conseguia comer com a ajuda dos vizinhos, que se sensibilizaram com o nosso dia a dia. Minha mãe fez cadastro nos programas sociais e passou a receber mensalmente R$ 600,00 do Bolsa Família e R$ 100,00 do auxílio-gás a cada dois meses. Pouco tempo depois, metade deste valor foi cortado e a nossa dificuldade só aumentou”, relatou.

Em 2018, ele retomou os estudos e decidiu ajudar com as despesas de casa. Conseguiu um emprego como atendente em uma Lan House para ganhar R$ 100,00 por semana. Mas, só ficou lá por um mês e meio. Passou, então, a cuidar de duas crianças, ganhando R$ 200,00 por mês. O pagamento ínfimo por uma responsabilidade tão grande causava espanto na vizinhança.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes) tomou conhecimento da situação de Ygor e de sua família em uma ação socioassistencial direcionada às mães com crianças de colo em mendicância, desenvolvida no Vergel do Lago. Ele foi acolhido e direcionado às palestras sobre empregabilidade e primeiro emprego no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola). Depois, a Prefeitura de Maceió o encaminhou ao Senac Alagoas, na parceria que firmou com o Sistema S, para participar de um curso gratuito de asseio e conservação.

O perfil, comportamento e assiduidade do estudante fizeram com que a primeira oportunidade de emprego surgisse. Ele foi chamado por uma empresa terceirizada e vai trabalhar em uma creche municipal perto de casa a partir desta quinta-feira (15).

“É uma oportunidade única que a Prefeitura de Maceió está me dando que muitos dos jovens da minha idade não estão tendo, por estarem em outros caminhos, como o das drogas. Agradeço todos os dias a Deus por esta porta grande que se abriu. Agora, vou trabalhar, dar o meu melhor, para ajudar a minha mãe e futuramente cursar Direito, o meu maior sonho, inspirado na minha tia, que era uma advogada criminalista e infelizmente morreu”, afirmou.

Orgulhosa, Cícera Célia Pontes Martiniano diz que a mudança de vida do filho é o resultado de suas orações e do acesso aos programas sociais. “Sofri muito com meu ex-marido, passamos fome, perdi tudo da minha casa em uma enchente. Rezei muito para ele conseguir um emprego e agora estamos mudando de vida”, declarou.

Os dados do IBGE mostraram que mais de 29 mil pessoas da capital alagoana saíram da situação de pobreza extrema. Na cidade, 6,7% da população, ou cerca de 69,5 mil pessoas, estavam na extrema pobreza. O município de Maceió apresentou uma redução em relação a 2021, quando 9,4% dos habitantes viviam naquela condição.