Economia
Mercado de bebidas não alcoólicas cresce e impulsiona reinvenção de bares e restaurantes
Tendência está relacionadas a múltiplos fatores, como por exemplo, geração que está mais preocupada com a saúde
Com consumidores cada vez mais atentos à saúde, ao bem-estar e às experiências gastronômicas completas, o mercado de bebidas não alcoólicas vive um momento de expansão no Brasil e no mundo. Muito além dos tradicionais refrigerantes e sucos, cresce a procura por drinks elaborados sem álcool, mocktails e coquetéis autorais que entregam sofisticação, sabor e criatividade sem a presença de bebidas alcoólicas
.A tendência acompanha uma mudança de comportamento do público, especialmente entre jovens adultos, que buscam socialização sem abrir mão de hábitos mais equilibrados. Nesse cenário, bares e restaurantes têm encontrado novas oportunidades de negócio ao diversificar seus cardápios e investir em experiências que atendam diferentes perfis de consumidores.
O mixologista, profissional especializado no estudo científico e artístico das bebidas e misturas, Leonardo Lima, chama a atenção para essa tendência. “Um drinque sem álcool não é apenas um suco sofisticado. Aparência, aroma e sabor precisam estar alinhados para entregar uma experiência tão marcante quanto a de um coquetel tradicional”, observa.
O profissional acrescenta ainda que além de atrair quem não bebe por opção, religião, saúde ou porque vai dirigir, os mocktails também despertam a curiosidade de quem gosta de experimentar novos sabores. Frutas, ervas, chás, especiarias e xaropes artesanais estão entre os ingredientes mais usados.
“Sempre destaco que na coquetelaria, podemos explorar sabores cítricos, doces, salgados e picantes em uma mesma bebida. Dependendo da preparação, muita gente nem percebe que o drinque não tem álcool”, afirma Leonardo Lima.
Para bares e restaurantes, investir em opções criativas sem álcool ajuda a ampliar o público, aumentar as vendas e se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Os estabelecimentos que acompanham essa mudança conseguem ampliar o público e aumentar o ticket médio ao oferecer opções mais elaboradas e inclusivas, se tornando mais democrático e atrativo.
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