Economia

Fundações e associações sem fins lucrativos crescem acima da média nacional em Alagoas

Entidades religiosas e de defesa de direitos concentram mais da metade das organizações no estado

Por Ascom IBGE/AL 19/12/2025 01h19 - Atualizado em 19/12/2025 01h53
Fundações e associações sem fins lucrativos crescem acima da média nacional em Alagoas
Casa Dom Bosco, da Fundação João Paulo II, entidade sem fins lucrativos, acolhe pessoas com transtornos ou dependência de drogas - Foto: Divulgação

O número de Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) chegou a 6.411 unidades em Alagoas em 2023, registrando um crescimento de 7,3% em relação a 2022 – ritmo superior ao observado no Brasil, onde a expansão foi de 4% no mesmo período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 18, pelo IBGE.

No estado, houve predominância de entidades religiosas (2.008 unidades) e daquelas voltadas para a defesa de direitos e interesses do cidadão (1.251 unidades). Juntas, essas duas áreas concentram mais da metade de todas as fundações e associações alagoanas, padrão que também se repete no cenário nacional.

Em termos de emprego, as Fasfil alagoanas ocupavam 19.788 pessoas em 2023, um aumento de 1,1% frente ao ano anterior. Embora positivo, o crescimento foi mais moderado do que o registrado no país, onde o total de pessoas ocupadas avançou 3,3%, alcançando 2,7 milhões de trabalhadores.

Assim como no Brasil, a maior parte do pessoal ocupado em Alagoas está concentrada nas áreas de Saúde e Educação e Pesquisa, que, no estado, respondem por mais de 65% dos empregos formais no setor.

A participação feminina também é expressiva. Em Alagoas, as mulheres representaram 61,34% do pessoal ocupado, enquanto os homens somaram 38,66%. No país, a presença feminina é ainda maior: 68,9% dos trabalhadores das Fasfil são mulheres, embora elas recebam, em média, 81% da remuneração paga aos homens.

No Brasil, o levantamento contabilizou 596,3 mil unidades de Fasfil em 2023, com forte concentração regional no Sudeste (43,2%), seguido pelo Nordeste (22%) e pelo Sul (19,5%). Predominam entidades de pequeno porte: 85,6% delas não possuíam nenhum empregado formalizado.

O salário médio pago pelas Fasfil no país alcançou R$ 3.630,71, alta de 5,4% em relação a 2022. Os maiores rendimentos foram observados nos subgrupos de Educação Superior (R$ 5.247,07) e Associações empresariais e patronais (R$ 5.226,07). Além disso, 36% dos assalariados do setor possuíam nível superior, proporção acima da média das empresas privadas.

Sobre o estudo Fasfil 2023

O estudo apresenta o perfil das Fasfil para o ano de 2023, considerando aspectos como finalidade, idade, localização, emprego e remuneração, além das variações em relação ao ano anterior. Os resultados são detalhados por Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios, como base nas informações do Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE.

A edição atual incorpora mudanças metodológicas decorrentes da quebra de série iniciada no Cempre a partir do ano de referência 2022, com a inclusão de todas as empresas ativas do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e da consolidação do eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).